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O que É Higiene do Sono?

O que É Higiene do Sono?

Da mesma forma como mantemos o corpo higienizado, a higiene do sono também deve integrar os rituais da nossa rotina. Assim, o ato de dormir será saudável e reparador, oferecendo um sono de melhor qualidade e duração.

Você já ouviu falar nessa abordagem? Então, continue a leitura deste post. A seguir, falaremos tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

Conheça mais sobre a higiene do sono

Trata-se da adoção de um conjunto de rotinas, atitudes e condições ambientais saudáveis relacionadas com o sono. Considerada uma intervenção psicoeducacional, a técnica ensina a evitar que fatores externos causem efeitos adversos e nocivos ao sono.

Ainda, a higiene do sono pode ser descrita como a mudança ou a organização de hábitos e comportamentos para alcançar um sono reparador.

Embora saibamos a importância em dormir bem, não reconhecemos as atitudes que são prejudiciais para o sono. Assim, uma noite mal dormida afeta a nossa saúde mental e física, podendo até trazer complicações, tais como, obesidade, hipertensão e diabetes.

Ademais, após diversos estudos, descobriu-se que o sono não é apenas um desligamento do cérebro, mas sim um estado ativo, complexo e cíclico, com profundas repercussões sobre o funcionamento do corpo e da mente.

Assim, pode parecer estranho, mas para dormir bem precisamos nos preparar da mesma forma como nos preparamos para outras atividades da nossa rotina.

Qual a importância do sono?

O sono é uma das principais necessidades da vida, sendo essencial para manter o bom funcionamento do organismo, principalmente para crianças e adolescentes. Isso porque, nesta faixa etária, o crescimento e desenvolvimento saudável depende das boas noites de sono.

Quando dormimos mal a resposta imediata que percebemos é a queda no rendimento da performance, causando danos durante o período de vigília, como, por exemplo, sonolência, depressão, baixa autoestima, falta de concentração, raciocínio lento e alterações de humor.

Como ter um bom sono?

O sono depende dos fatores internos (endógenos), que precisam de ajuda especializada para serem alterados, e os externos (exógenos), que podem ser alterados por nós de forma fácil.

Ainda, a higiene do sono é baseada em regras que permitem alcançar o máximo benefício das horas de sono. Entre as regras mais importantes para ter um bom sono estão:

  • adote padrões para os horários de deitar e levantar, evitando as variações;
  • nunca fique por longos períodos na cama, nem mesmo durante a insônia. O ato de ir para a cama deve ocorrer apenas quando você já estiver com sono;
  • não faça uso de álcool, tabaco ou cafeína por, pelo menos, duas horas antes de dormir;
  • evite se exercitar próximo à hora de ir para a cama;
  • não pratique atividades excitantes ou perturbadoras horas antes de ir dormir;
  • evite ler, comer, estudar ou assistir televisão na cama;
  • não durma em camas desconfortáveis;
  • reduza a iluminação do quarto e evite que ele fique excessivamente quente ou frio;
  • antes de ir dormir, evite atividades que exigem muita concentração ou fazer planejamentos para o dia seguinte;
  • caso durma durante o dia, não exceda a 45 minutos de sono;
  • crie um ritual para dormir, como, por exemplo, escovar os dentes, ler um livro e separar a roupa do dia seguinte;
  • não durma com fome, tome um copo de leite ou um chá relaxante;
  • nada de eletrônicos na cama;
  • evite refeições pesadas, picantes ou adocicadas antes de dormir.

Enfim, se você seguir essas regras de higiene do sono, em pouco tempo perceberá os resultados positivos desta prática.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

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O Que São Testes Psicométricos?

O Que São Testes Psicométricos?

A psicologia é a ciência que necessita de instrumentos de medição rigorosos para determinar objetivamente os indivíduos que são analisados. Inserida nesta ciência está a psicometria, uma área de análise estatística que se utiliza, entre outros, dos testes psicométricos.

Você já ouviu falar nesses testes? Neste post, falaremos mais sobre eles, explicando mais sobre a psicometria e seus instrumentos de mensuração.

O que é psicometria?

Trata-se de um campo científico da psicologia que cria e aplica mecanismos para mensuração de variáveis psicológicas associados a métodos de análise estatística. Através desses instrumentos é possível quantificar dados relevantes para a análise do profissional de saúde.

Ainda, a psicometria alia o uso de métricas ao conhecimento psicológico, tendo por objetivo medir as características do psiquismo.

Por exemplo, através dos testes psicométricos é possível estabelecer medidas para o nível de inteligência, emotividade, sociabilidade, atenção concentrada, maturidade motora, criatividade, personalidade, entre outras coisas.

Ademais, nos consultórios, a principal maneira de utilizar a psicometria nos atendimentos é aplicando os testes psicológicos para que o profissional de saúde mental possa conhecer melhor o paciente e assim realizar diagnósticos precisos.

Os testes psicológicos são os mecanismos para investigação e avaliação que possibilita a identificação de determinadas características dos indivíduos. Por isso, é constantemente utilizado nos processos seletivos de vagas de trabalho.

Entre os principais tipos de testes psicológicos utilizados estão os projetivos, psicológicos objetivos, psicológicos subjetivos e os testes psicométricos.

O que são os testes psicométricos?

Trata-se de uma ferramenta para avaliar a personalidade e as capacidades de uma pessoa. Geralmente, são aplicados no mercado de trabalho para ajudar os empregadores a saber se o candidato à vaga está apto a realizar tarefas específicas.

Ainda, quem está sendo avaliado precisa responder com sinceridade ao teste, pois o avaliador é capaz de identificar contradições nas suas respostas.

Atualmente, os testes psicométricos são realizados on-line e podem ser apresentados em qualquer momento durante o processo de recrutamento. Contudo, costumam ser realizados antes ou durante a última etapa da seleção.

Além disso, esses testes também são aplicados para fins clínicos. Isso porque são capazes de medir a capacidade de atenção, memória e ansiedade do paciente.

Testes de aptidão

Trata-se do teste aplicado para avaliar as habilidades do candidato, como, por exemplo, sua capacidade de digerir informações e tomar decisões (raciocínio verbal), interpretação de gráficos e tabelas (numérico) e de identificar padrões e tendências (abstrato).

Testes de personalidade

Trata-se do instrumento projetado para avaliar os aspectos da personalidade de uma pessoa. Através deles é possível conhecer o temperamento, os traços comportamentais e as características emocionais.

Ainda, os testes de personalidade também podem ser aplicados em conjunto com outros mecanismos de mensuração. Entre os tipos mais comuns estão:

  • Teste de Atenção Concentrada;
  • QUATI;
  • Teste Palográfico;
  • Inventário Fatorial de Personalidade;
  • teste não verbal de inteligência;
  • teste de raciocínio lógico.

Testes de interesse

Trata-se do teste realizado para descobrir as motivações do indivíduo por meio de perguntas sobre seus interesses pessoais, valores e opiniões. Os resultados serão comparados a um grupo de referência.

Então, após a leitura deste post, você aprendeu tudo sobre os testes psicométricos e conhece os tipos mais realizados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

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O que É a Síndrome do Ninho Vazio?

O que É a Síndrome do Ninho Vazio?

No ciclo normal da vida, os pais educam os filhos e os preparam para sair de casa e buscar os seus próprios caminhos. Contudo, nem sempre esse momento de saída é fácil. Às vezes, ocorre a chamada síndrome do ninho vazio.

Caso você nunca tenha ouvido falar no assunto, mas tenha o interesse em saber mais, não deixe de ler este post.

Conheça mais sobre a síndrome do ninho vazio

Trata-se de uma combinação de sentimentos de tristeza e de desânimo associado à sensação de abandono pela saída dos filhos de casa. Geralmente, essa condição ocorre porque os pais dedicaram sua vida a criação dos filhos e, nesse momento, não encontram outro propósito.

Ainda, a síndrome do ninho parece estar relacionada à cultura, ou seja, em ambientes em que, principalmente as mulheres dedicam-se exclusivamente aos filhos, há uma maior tendência em sofrer com a ausência deles.

Além disso, é comum que esse momento de despedida ocorra simultaneamente ao período da aposentadoria ou do início da menopausa, nas mulheres, fazendo com que haja uma influência de outros fatores emocionais que agravam os sentimentos de tristeza e melancolia.

Quais são os sintomas?

O pai ou a mãe que esteja enfrentando a síndrome do ninho vazio está mais propenso a criar conflitos com o parceiro, podendo associar ao outro a culpa pela saída do filho. Os sintomas que mais costumam ser percebidos são:

  • depressão;
  • melancolia;
  • raiva ou maior irritabilidade;
  • tristeza profunda;
  • estresse;
  • isolamento;
  • distúrbios de sono ou alimentares;
  • redução da libido.

Além disso, alguns casais têm no filho o elo que os mantém casados. Quando há a saída, tendem a perceber que não existem mais projetos em comum, causando um afastamento entre eles ou até a separação.

Como lidar com essa síndrome?

A ausência dos filhos é um momento de reorganização da vida do casal de forma que a mudança os afete da menor maneira possível. Ao mesmo tempo, ambos podem seguir as seguintes dicas:

  • procure fortalecer os laços com seu parceiro, retomando os momentos íntimos e praticando atividades de lazer em comum;
  • faça atividades físicas;
  • respeite a autonomia dos filhos, estabelecendo uma relação entre adultos;
  • mantenha-se ativo socialmente, fazendo novas amizades, matriculando-se em cursos, entre outros;
  • tire os seus sonhos da gaveta. O tempo livre conquistado com a saída dos filhos pode ser a hora exata para fazer aquela viagem ou encontrar novos hobbies;
  • faça terapia. Nem sempre a busca por um profissional de saúde mental está associada ao descontrole emocional. Às vezes, a terapia serve para prevenir os problemas emocionais e também como tratamento, ajudando os pais a lidarem melhor com a ausência dos filhos.
  • pense positivo. A distância pode melhorar a relação entre pai e filho.

Enfim, esta nova fase da vida pode ser vista de forma otimista e pode sim ser um momento de felicidade para os pais.

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Conheça os Principais Sintomas do Transtorno de Borderline

Conheça os Principais Sintomas do Transtorno de Borderline

Você conhece alguém que tenha repetidas mudanças bruscas de humor? Geralmente, esse tipo de comportamento indica algum problema de saúde mental, como, por exemplo, o transtorno de Borderline.

Você já ouviu falar nessa condição? Neste post, explicaremos mais sobre ele e sobre os principais sintomas que ajudam a diagnosticar o quadro.

O que é o transtorno de Borderline?

Trata-se de um transtorno de personalidade que ocorre quando uma pessoa desenvolve um comportamento fora do padrão considerado saudável, afetando o seu jeito de ser, de sentir e de se relacionar com os outros.

Ainda, esses transtornos são classificados em três categorias de espectros. São eles:

  • espectro A:  são os indivíduos considerados “frios” ou que tenham mania de perseguição. Aqueles que se enquadram neste espectro são chamados de esquizoides, esquizotípicos ou paranoides;
  • espectro B: grupo em que estão inseridos os narcisistas, histriônicos e antissociais. O transtorno de Borderline faz parte deste espectro;
  • espectro C: neste grupo estão os evitativos, dependentes e obsessivos-compulsivos, reconhecidos popularmente como medrosos, frágeis ou “certinhos demais”.

Ademais, o transtorno de Borderline é um problema de saúde mental grave, pois o indivíduo manifesta um padrão de instabilidade contínuo no humor, no comportamento, na auto-imagem e no funcionamento.

Como esse transtorno é causado?

Existem diferentes possibilidades para a causa dessa condição. Às duas principais causas são a genética familiar e os traumas emocionais. Os fatores genéticos aumentam em cinco vezes as chances de uma pessoa apresentar o problema.

No caso dos traumas emocionais, uma pessoa que tenha um ambiente familiar instável, sofra abusos físicos, psicológicos ou com o autoritarismo dos pais, estão mais suscetíveis ao desenvolvimento deste transtorno de personalidade.

Quais são os sintomas mais comuns?

As pessoas que sofrem com esse transtorno demonstram grande instabilidade emocional, com sentimentos intensos e extremos, além do medo irracional de abandono. Em função disso, costumam ter relações interpessoais instáveis e caóticas.

Ainda, em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria criou o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Neste manual estão os conceitos e as características presentes para a identificação e diagnóstico dos transtornos mentais.

Atualmente, o DSM está na 5.ª edição e apresenta os seguintes critérios para diagnosticar o transtorno de Borderline:

  • esforços desesperados para evitar o abandono real ou imaginário;
  • padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizados por alternar os extremos de idealização e desvalorização;
  • instabilidade na percepção de si mesmo;
  • impulsividade sexual, abuso de substâncias, direção irresponsável ou compulsão alimentar;
  • comportamento automultilante, gestos ou ameaças suicidas;
  • irritabilidade, crises de ansiedade ou disforia pisódica que dura algumas horas;
  • sentimento constante de vazio ou tédio;
  • raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la;
  • ideação paranoide transitória associada a estresse.

Ademais, para caracterizar o transtorno, o indivíduo precisa apresentar cinco ou mais destes sintomas. Além disso, esses sinais começam a ser manifestos na adolescência ou na vida adulta.

Agora você já conhece os sintomas do transtorno de borderline, as causas e as principais características de um indivíduo que tenha essa condição.

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Como Funciona a Psicoterapia?

Como Funciona a Psicoterapia?

Embora existam muitos mitos e preconceitos acerca do trabalho de um psiquiatra, a sua atuação é fundamental para a promoção de saúde. Uma das principais ferramentas desse profissional é a psicoterapia.

Você sabe como ela funciona? Então, continue a leitura deste post. Nas próximas linhas falaremos mais sobre ela e os diferentes tipos de abordagens.

O que é psicoterapia?

Trata-se de uma terapia que tem por objetivo cuidar das questões relacionadas à mente e aos problemas psicológicos, tais como, a ansiedade, a depressão, problemas no relacionamento, entre outros.

Ainda, a psicoterapia é uma ferramenta extremamente eficaz no processo de autoconhecimento e de autonomia do indivíduo, contribuindo para que ele viva uma vida feliz.

Assim, muito mais do que o desabafo com um profissional de saúde, as terapias comportamentais fazem com que o paciente seja estimulado a desenvolver novos hábitos e comportamentos.

Além disso, com o autoconhecimento, ele consegue identificar as suas necessidades e aprende a comunicá-las com clareza, expressando seus sentimentos e emoções.

Ademais, a psicoterapia pode ser realizada em grupo ou individualmente.

Como funciona?

Durante a sessão, o objetivo do profissional não é dizer ao paciente o que ele deve fazer ou o que ele está fazendo de errado, mas sim oferecer mecanismos que o ajudem a encontrar respostas para os seus problemas.

Ademais, no início do tratamento é decidida quais as mudanças específicas que o paciente gostaria de fazer na sua vida. Em seguida, os objetivos são classificados em escala de prioridade e inseridos no plano de tratamento.

Ainda, a duração do tratamento irá variar de acordo com a abordagem escolhida e com o tipo de problema a ser tratado. Tudo irá depender da vontade em mudar e dos esforços que o paciente realiza para isso.

Quais são os tipos de abordagens?

Existem mais de 200 abordagens terapêuticas diferentes e que podem ser aplicadas. A seguir, conheça as técnicas mais utilizadas:

  • psicanálise: é a psicoterapia criada por Sigmund Freud, talvez o nome mais famoso da psicologia. A abordagem consiste em deixar o paciente falar sem filtros e interrupções e tem como objetivo fazer com que ele compreenda o problema e identifique o que pode realizar para mudar a situação;
  • junguiana: a terapia analítica de Jung é o contraponto da psicanálise, pois, nesta abordagem, é o profissional quem dita o ritmo da sessão. Esta técnica ajuda o paciente a entender os seus sonhos e a encontrar neles a solução para o problema;
  • TCC: a também famosa terapia cognitivo-comportamental tem por finalidade auxiliar o indivíduo a mudar a sua forma de ver o mundo, incentivando-o a enfrentar os seus desafios;
  • behaviorismo: é a abordagem terapêutica que estuda o comportamento para ajudar o paciente a mudar as suas atitudes. Por meio da análise dos atos do indivíduo, o terapeuta propõe a transformação da sua mentalidade.

Além destes tipos, a psicoterapia pode ter várias outras abordagens, tais como, gestalt-terapia, fenomenologia, lacaniana, humanista, entre outros.

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Atividade Física Ajuda a Prevenir a Ansiedade?

Atividade Física Ajuda a Prevenir a Ansiedade?

A ansiedade produz muitos efeitos negativos no corpo e na mente. Pessoas ansiosas tendem a ter dificuldades para dormir e um excesso de tensão muscular. Assim, para aliviar essa sensação, a prática de atividades físicas é eficiente.

Neste post, falaremos sobre como os exercícios atuam no controle da ansiedade e quais são os mais indicados.

O que é a ansiedade?

Trata-se da sensação de apreensão, medo intenso e mal-estar que ultrapassa o campo psicológico e produz sintomas físicos. Contudo, a ansiedade é um sentimento natural que surge em determinados contextos da vida.

Ainda, ela atua como um sinal que nos prepara para enfrentar os desafios, favorecendo a nossa adaptação às novas condições de vida quando eles não são superados.

Assim, o problema está no descontrole da ansiedade, o que faz com que haja uma preocupação excessiva, trazendo prejuízo social, sofrimento psíquico e físico, além de abrir as portas do organismo para a entrada de doenças.

Como a atividade física pode ajudar?

As pessoas ansiosas precisam conquistar o equilíbrio emocional e reduzir o nível de estresse. Com a prática de exercícios físicos regulares, há uma maior oxigenação do cérebro e um aumento na produção hormonal.

Ainda, entre esses hormônios estão a endorfina e a serotonina, substâncias que promovem o relaxamento, o bem-estar e o bom humor. Dessa forma, os níveis de ansiedade são controlados.

Além disso, no aspecto social, as atividades físicas favorecem a interação com outras pessoas, ampliando os relacionamentos. Assim também o próprio ganho de condicionamento físico e a mudança na aparência melhoram a autoestima e afastam os pensamentos ansiosos.

Ademais, no campo psíquico, o indivíduo passa por uma experiência subjetiva positiva por meio da prática de exercícios, pois é reconhecido e valorizado pelas suas ações.

Porém, é necessário ter o cuidado de buscar a identificação com a atividade realizada, evitando que a prática seja vista como uma obrigação. Caso contrário, é possível que tenha efeito inverso, se tornando mais uma fonte de ansiedade.

Quais são as atividades mais indicadas?

Toda prática esportiva ou atividade física é bem-vinda e desempenha o importante papel de controlar a ansiedade. Entretanto, preparamos algumas sugestões para você:

  • caminhada: é uma prática que pode ser realizada em qualquer hora e lugar, não necessitando de nada além de um bom tênis. Se possível for, prefira fazê-la ao ar livre;
  • corrida: para quem tem um bom preparo físico a corrida é uma boa pedida. Além de melhorar o humor, correr traz benefícios para a estrutura óssea e muscular;
  • dança: por ser uma prática prazerosa e divertida, a dança é muito indicada. Isso porque aumenta a flexibilidade, trabalha a coordenação motora, incentiva a criatividade e melhora a autoestima;
  • yoga: a yoga trabalha a respiração e a postura, ajudando a aliviar a ansiedade.

Contudo, essas são apenas sugestões. Se você gosta de praticar esportes coletivos ou qualquer outro tipo de exercício, não perca tempo, inicie a prática e livre-se das crises de ansiedade.

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7 Dicas para Manter a Saúde Mental Estável

7 Dicas para Manter a Saúde Mental Estável

Somos ensinados a nunca desistir, permanecer fortes diante dos desafios, vivendo como se fossemos fortalezas impenetráveis. Porém, respirar fundo no meio do caos também é importante, pois desacelerar é necessário para manter a saúde mental estável.

Você sabe como cuidar da sua saúde mental? Sabe como reagir diante das dificuldades? Então, você precisa ler este post.

1) Pratique exercícios físicos

O exercício físico é fundamental para manter o equilíbrio emocional. Quando nos exercitamos, o organismo libera os chamados “hormônios do bem-estar”. Por isso, eles são parte essencial para conseguir ter a mente saudável.

Ainda, se você não gosta das atividades físicas, procure um esporte que lhe agrade ou separe alguns minutos do seu dia para se exercitar. O exercício não precisa ser pesado e nem cansativo, uma simples caminhada diária pode ser suficiente.

2)  Não busque sua felicidade nas redes sociais

No mundo atual, as redes sociais são utilizadas para propagar tudo o que devemos ser e fazer, colocando sempre em xeque as nossas atitudes e escolhas. Assim, se você passa o seu tempo de repouso na tela dos dispositivos eletrônicos, sua mente não está descansando.

Ademais, ao invés de tentar ser feliz vendo a alegria dos outros nas redes sociais, procure a sua felicidade, utilize seu tempo para fazer o que gosta e o que é prazeroso para você.

3) Medite

A meditação é uma excelente forma de encontrar a paz interior, manter-se calmo sob pressão e consciente dos desafios. Quando aquietamos nossa mente, conseguimos administrar os conflitos, dormimos melhor, controlamos os pensamentos e ficamos mais resilientes.

4) Priorize o sono

Ter boas noites de sono não é só uma recomendação para ter um dia melhor, mas sim essencial para manter o bom funcionamento do seu organismo e do cérebro. Atualmente, existem técnicas de higiene do sono que garantem a obtenção do máximo benefício dele.

5) Alimente-se bem

Uma alimentação saudável influencia toda a estrutura do nosso corpo, desde o funcionamento dos órgãos até a liberação de hormônios. Por isso, escolha corretamente os alimentos, pois uma dieta desequilibrada com baixo valor nutricional pode prejudicar a sua saúde mental.

6) Buscar ajuda não é um problema

Geralmente, pensamos que buscar a ajuda de um amigo, familiar ou até de um profissional de saúde mental é uma ação que nos tornará fracos e nos deixará expostos. Porém, entenda que não há vergonha alguma em assumir que os problemas estão pesados demais.

Assim, não importa o que você está enfrentando, o suporte de uma pessoa de sua confiança ou de um psiquiatra pode trazer muitos benefícios, além da devolver a sua paz.

7) Seja grato

Quando agradecemos, percebemos todos os motivos que temos para se alegrar. A gratidão nos dá razões para não nos sentirmos 100% negativos.

Portanto, se você perceber que as coisas não andam bem, descanse, respire e relaxe. Não deixe de seguir estas dicas para conseguir manter a sua saúde mental estável.

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Entenda o Que É Fobia Social

Entenda o Que É Fobia Social

Provavelmente, você já passou por alguma situação desconfortável, como um frio na barriga em um encontro, tremor nas mãos por falar em público, entre outros. Essas são reações normais. O problema ocorre quando a ansiedade é intensa e indica um quadro de fobia social.

Você já ouviu falar nessa condição? Então, leia nosso post. Nas próximas linhas, explicaremos como ela ocorre, quais são os sintomas que causa e as formas de tratamento mais eficazes.

O que é fobia social?

Trata-se do medo irracional que um indivíduo tem em ser julgado, analisado e rejeitado em situações de interação social. Essa condição é considerada grave, pois traz grande impacto no seu dia a dia e nas relações pessoais.

Também chamada de transtorno de ansiedade social (TAS), a fobia social é descrita no DSM-5 (Manual de Diagnósticos e Estatística dos Distúrbios Mentais) como um medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais, ou de desempenho.

Ainda, o TAS é classificado em dois níveis: fobia social leve ou generalizada. Quando leve é caracterizada pela ansiedade em realizar tarefas sob observação de outras pessoas, como, por exemplo, falar em público, apresentações em reuniões, etc.

Já a generalizada ocorre quando o indivíduo tem uma piora no quadro de ansiedade e perde a capacidade de interagir com outras pessoas, pois tem a sensação de estar sendo constantemente julgado e tem a certeza de que seu desempenho será pífio.

Quais os sintomas?

O indivíduo que sofre com o transtorno de ansiedade social apresenta características comuns a pessoas tímidas e inibidas. Por isso, são frequentemente taxados como antissociais ou introvertidos e assim demoram a buscar atendimento médico.

Contudo, o limite entre a timidez e a fobia está nos impactos negativos que a ansiedade traz para a pessoa, impedindo o seu crescimento pessoal e a criação de laços sólidos com outras pessoas.

Assim, os sintomas são divididos em psicológicos e físicos. Os psicológicos são: ansiedade, angústia, medo, baixa autoestima, isolamento social e pessimismo constante. Os sinais físicos são os principais diferenciais para o diagnóstico. São eles:

  • taquicardia;
  • sudorese;
  • falta de ar;
  • rubor no rosto;
  • tonturas;
  • mãos geladas;
  • dor de barriga;
  • diarreia.

Como é causada?

Embora a genética familiar tenha influência no surgimento de novos casos, ela não é a principal causa. Em nosso cérebro há um órgão responsável pela formação e controle das emoções chamado de amígdala cerebelosa.

Assim, se um indivíduo tem o hiperfuncionamento dessa amígdala, ele está mais propenso a apresentar níveis intensos de ansiedade e insegurança quando necessitam interagir socialmente.

Existe tratamento?

A fobia social é uma condição que demanda tratamento. Por ser um transtorno mental, a psicoterapia é um dos métodos mais eficazes para controlar a ansiedade do paciente. Entre as diversas abordagens terapêuticas que podem ser utilizadas está a cognitiva-comportamental.

Ainda, a TCC, como é chamada, auxilia na redução dos sintomas e na promoção da saúde e da qualidade de vida do paciente. Por meio da técnica, ele reconhece os pensamentos negativos e passa a tentar modificá-los.

Ademais, o uso de medicamentos inibidores de receptação de serotonina também podem ser prescritos pelo profissional de saúde, combinados ou não com a psicoterapia.

Enfim, o tratamento para a fobia social costuma dar bons resultados, se mostrando capaz de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, podendo até curá-los.

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