Dra. Michelle Teixeira

Esquizofrenia: Quais São As Suas Fases?

Esquizofrenia: Quais São As Suas Fases?

De acordo com pesquisa da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), a esquizofrenia é um transtorno que afeta cerca de 26 milhões de pessoas no mundo. Essa estatística evidencia que estamos falando de uma doença muito comum e presente na população.

Neste artigo, pretendemos esclarecer tudo sobre a doença, apresentando suas fases, seus tipos e os principais sintomas manifestados pelos pacientes.

O que é esquizofrenia?

Trata-se de um transtorno mental grave que traz grandes prejuízos à qualidade de vida de uma pessoa, afetando o modo como se sente, se comporta e pensa. Em resumo, um paciente esquizofrênico perde a noção da realidade e tem dificuldade de separar o que é real do que é imaginário.

Ainda, a esquizofrenia atinge tanto homens quanto mulheres no começo da fase adulta, mais precisamente até os 20 anos em homens e entre os 20 e 30 anos em mulheres. Por ocorrer nesse momento da vida, tende a ser confundida com crises existenciais e egoísmo, dificultando o seu diagnóstico.

Quais são as formas de manifestação da doença?

Atualmente, a esquizofrenia é um transtorno classificado em seis diferentes tipos: simples, paranoica, hebefrênica, catatônica, residual e indiferenciada. A seguir, explicaremos cada uma delas:

  • simples: se caracteriza pela ausência de delírios ou alucinações, mas o paciente perde sua capacidade de interação e afetividade, prejudicando o seu desempenho social e ocupacional;
  • paranoica ou paranoide: quando ocorrem alucinações auditivas frequentes sem a desorganização de pensamentos. O paciente tende a se isolar e apresenta confusão na fala, falta de emoção e sentimento de perseguição ou de grandeza;
  • hebefrênica ou tipo desorganizado: é a forma marcada pela desorganização do discurso e do comportamento, além do afeto inadequado. Além disso, o paciente deixa de se preocupar com sua aparência e também apresenta respostas emocionais inadequadas;
  • catatônica: é o tipo caracterizado pela resistência a qualquer instrução, postura rígida contra tentativas de imobilização, imitação e repetição de gestos, atitudes e sons. Em alguns casos, chegam à desnutrição ou à exaustão;
  • residual: quando o paciente manifesta comportamento excêntrico, pensamentos ilógicos, crenças estranhas ou experiências perceptuais incomuns;
  • Indiferenciado: ocorre quando são observadas características mistas como agitação e pensamentos desorganizados, mas sem uma regularidade que possa classificar o paciente em outros tipos.

Além desses, existem também o transtorno esquizofreniforme, quando os sintomas de esquizofrenia estão presentes, mas duram até seis meses e o paciente retorna a normalidade, e o transtorno esquizoafetivo que se caracteriza pela manifestação de sintomas tanto esquizofrênicos quanto de transtornos de humor.

Fases da esquizofrenia

Assim como é classificada em tipos, a esquizofrenia também tem a sua história natural dividida em fases. São elas:

  • pré-mórbida: quando os indivíduos nem sempre manifestam sintomas, mas podem apresentar prejuízos na sua competência social, desorganização de pensamentos, distorção perceptiva e anedonia. Nesse quadro, a pessoa prefere se isolar ou possui ansiedade social e deficit cognitivo;
  • prodrômica avançada: o termo prodrômico significa um conjunto de sintomas que pré-existiam antes de alguma doença. O paciente tem a sensação de que algo está para acontecer, o que muda o seu comportamento. Ele tende a se isolar e pode manifestar sintomas psicóticos breves e transitórios;
  • prodrômica avançada: quando surgem sintomas subclínicos, tais como, afastamento, isolamento, desconfiança, irritabilidade, pensamentos incomuns, distorções perceptivas e desorganizadas;
  • precoce da psicose: se caracteriza pela presença de sintomas ativos e intensos;
  • intermediária: ocorre quando os períodos sintomáticos são variáveis ou contínuos, apresentando piora nos déficits funcionais;
  • tardia do transtorno: embora haja um padrão no transtorno, os sintomas ainda são variáveis e a incapacidade pode estabilizar ou diminuir.

Enfim, a esquizofrenia é um transtorno grave e o paciente precisa de assistência e acompanhamento médico. Por isso, para saber a hora de buscar ajuda de um profissional de saúde mental, é importante conhecer e estar atento aos sintomas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

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Síndrome Do Pânico: O Que É E Qual Seu Tratamento?

Síndrome Do Pânico: O Que É E Qual Seu Tratamento?

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo. Um dos tipos mais comuns é a síndrome do pânico, que costuma se manifestar através de ataques de medo e pânico espontâneos, repentinos e inesperados.

Neste post, iremos explicar mais sobre esse problema, seus sintomas, causas e tratamentos. Então, se você tem interesse em saber mais sobre o assunto, continue a leitura.

O que é a síndrome do pânico?

Trata-se de um tipo de transtorno de ansiedade que tem como principal característica as crises repentinas de desespero, insegurança e medo em situações que, aparentemente, não oferecem riscos reais.

Ainda, a primeira crise de síndrome do pânico pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente em adolescentes ou no início da idade adulta. Posteriormente, podem ocorrer vários episódios de forma aleatória, sem ter uma periodicidade definida.

Ademais, ao experimentar a primeira crise, o paciente pode entrar em um estado de tensão e ansiedade antecipatória, pois, fica na espera de uma repetição do quadro. Com isso, tende a desenvolver outras fobias, como a agorafobia.

Embora haja uma maior incidência no público feminino, a síndrome também acomete os homens. As mulheres estão mais suscetíveis em razão de uma sensibilidade maior nas suas estruturas cerebrais causada pela variação hormonal.

Quais os sintomas?

Apesar de ser um transtorno mental, a síndrome do pânico provoca tanto sintomas emocionais quanto físicos. A principal marca dessa condição é a imprevisibilidade na ocorrência de uma crise que faz com que o paciente apresente, pelo menos, quatro dos seguintes sinais:

  • medo de morrer, de perder o controle ou de enlouquecer;
  • dor ou desconforto abdominal, ou no peito  que podem ser confundidos com os sinais do infarto;
  • palpitações;
  • sudorese;
  • náusea;
  • falta de ar;
  • tontura, vertigem ou taquicardia;
  • ondas de calor e calafrios;
  • parestesia;
  • tremores e estremecimentos.

Ademais, o paciente pode apresentar um quadro de despersonalização, fazendo com que sinta que seu corpo está separado de si mesmo, ou de desrealização, que são os sentimentos de irrealidade. Ambos os casos são patologias conhecidas pela psiquiatria.

Ainda, é comum que pessoas com síndrome do pânico manifestem sinais de depressão. O que pode fazer com que desenvolvam algum vício para aliviar as crises, como o alcoolismo.

Como é causada?

Ainda não existe uma causa confirmada para essa síndrome, o que se sabe é que há um fator genético ou ambiental e que os portadores da doença têm uma hipersensibilização cerebral na resposta ao medo.

Geralmente, as crises ocorrem após algum fator que mude significativamente a vida do paciente, como a saída da casa dos pais, o casamento, o primeiro filho, uma separação, o desemprego e outras situações que gerem um alto nível de estresse.

Existe tratamento?

Sim. A forma mais eficaz de tratamento é a psicoterapia que tem a sua duração variável para cada paciente, podendo obter respostas positivas após alguns meses ou após um ano. Em alguns casos, esse tratamento pode ser combinado com uso de medicamentos.

Ainda, a abordagem cognitivo-comportamental é uma das alternativas mais eficientes da psicoterapia para esse quadro. Ela busca conhecer os gatilhos que iniciam uma crise e ensinar o paciente a mudar os comportamentos disfuncionais, reestabelecendo a sua qualidade de vida.

Portanto, a síndrome do pânico é um transtorno que pode ser superado ou amenizado, desde que tratado adequadamente. O mais importante é buscar o auxílio de um profissional de saúde mental ao primeiro sinal de desconforto.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

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Esquizofrenia Tem Cura?

Esquizofrenia Tem Cura?

De acordo com estudo recente da revista científica The Lancet, uma em cada cinco pessoas que vivem em áreas afetadas por conflitos sofrem com algum transtorno de saúde mental. Um dos mais comuns é a esquizofrenia, que acomete cerca de 26 milhões de pessoas no mundo.

Neste artigo, falaremos  tudo sobre a doença, explicando suas causas e sintomas, além de responder à pergunta título deste post.

O que é esquizofrenia?

Trata-se de um transtorno mental grave que traz grandes prejuízos à qualidade de vida de uma pessoa, afetando os seus sentimentos, comportamentos e pensamentos. Um paciente esquizofrênico perde a noção da realidade e não compreende os limites entre o mundo real e o imaginário.

Ainda, a esquizofrenia atinge tanto homens quanto mulheres no começo da fase adulta, mais precisamente até os 20 anos em homens e entre os 20 e 30 anos em mulheres. Por ocorrer nesse momento da vida, tende a ser confundida com crises existenciais e egoísmo, dificultando o seu diagnóstico.

Como é causada?

Ainda não existe uma comprovação para a causa da esquizofrenia. Porém, sabe-se que a presença dos fatores de risco pode contribuir para o seu desenvolvimento. Entre esses aspectos, podemos citar:

  • genética e ambiente: existem pesquisas que apontam grande influência hereditária ou do ambiente em que o paciente está inserido, como, por exemplo, exposição à vírus, desnutrição durante a gestação, problemas no parto ou fatores psicossociais;
  • alterações cerebrais durante a puberdade, pois é um período em que ocorrem grandes mudanças no desenvolvimento físico e mental;
  • desequilíbrio nas reações químicas cerebrais: problemas com os neurotransmissores, como a dopamina e o glutamato, podem influenciar no desenvolvimento do transtorno.

Quais são os sintomas?

Os sintomas apresentados por um paciente esquizofrênico são classificados em positivos, negativos e cognitivos. No primeiro caso estão os comportamentos psicóticos, que indicam uma desconexão com a realidade, tais como, alucinações e delírios.

Ainda, os sintomas negativos estão associados às interrupções nas emoções e nos comportamentos normais, como, por exemplo, diminuição do afeto, redução dos sentimentos de prazer em atividades cotidianas, dificuldade em iniciar e manter comportamentos, diminuição da fala.

Já os sintomas cognitivos nem sempre são percebidos, pois, ocorrem em menor intensidade, afetando a capacidade intelectual do indivíduo e provocando dificuldade de concentração ou em manter-se focado.

Existe cura?

Não existe cura para a esquizofrenia. Contudo, com a evolução da medicina, surgiram tratamentos que podem oferecer quase que total controle dos sintomas. Neste sentido, a participação da família é fundamental para que o paciente siga as orientações médicas e faça o uso correto dos medicamentos.

Ainda, o tratamento precisa ser realizado durante toda a vida do paciente, sem interrupções, mas com variações no uso dos medicamentos. Geralmente, são prescritos antipsicóticos para reduzir as alucinações e delírios, e psicoterapia.

Enfim, mesmo sem a possibilidade de cura, é possível oferecer uma boa qualidade de vida ao paciente, fazendo com que haja resíduos mínimos da doença e dos sintomas. Por isso, é de extrema importância que o diagnóstico seja feito rapidamente.

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Bulimia: Causas E Tratamentos

Bulimia: Causas E Tratamentos

Os transtornos alimentares são capazes de trazer grandes prejuízos à vida dos pacientes, pois, além dos danos ao organismo, provocam um intenso sofrimento emocional. Um dos de maior incidência na população é a bulimia, uma condição grave, mas que tem tratamento.

Neste post, você vai conhecer mais sobre esse transtorno, suas causas, sintomas e tratamentos. Ficou interessado? Continue a leitura.

O que é bulimia?

Trata-se de uma desordem alimentar que faz com que o paciente tenha uma compulsão na ingestão de alimentos e, posteriormente, seja tomado por um forte sentimento de arrependimento ou medo de engordar.

Assim, busca mecanismos para eliminar rapidamente o que foi ingerido. Na maioria dos casos, esses mecanismos são a indução de vômitos, a utilização de laxantes, diuréticos ou a prática intensa de exercícios físicos.

Ainda, a bulimia é classificada em dois tipos: com expurgação e sem expurgação. No primeiro caso, estão os quadros em que há uma eliminação imediata dos alimentos, seja por meio do vômito ou pelo uso de medicamentos.

Quando sem expurgação, o paciente busca outras formas para se livrar das calorias ingeridas, como a prática de exercícios físicos, jejuns intermitentes ou dieta rigorosa.

Como identificar os primeiros sinais?

A bulimia é uma transtorno de difícil diagnóstico em razão do grande esforço do paciente em esconder o problema e em não falar sobre ele com outras pessoas. Porém, é possível identificar o quadro pela análise de alguns sintomas mais evidentes, tais como:

  • dissimulação da aparência, usando roupas mais largas para esconder o corpo;
  • prática excessiva de atividades físicas com grande sentimento de culpa quando não os realiza;
  • evita se alimentar na frente de outras pessoas;
  • está sempre fazendo dietas, independente do seu peso;
  • manifesta sintomas de desnutrição, como tontura, fadiga, desmaio e inchaço no corpo;
  • emagrecimento súbito.

Quais são as causas?

Embora não haja uma causa definida para a bulimia, os transtornos alimentares costumam estar associados a muitos fatores. Um deles é o culto ao corpo, algo comum nos dias atuais e propagado pelas mídias, fazendo com que pessoas acima do peso se sintam desprezadas.

Ainda, o transtorno também pode estar associado à depressão ou baixa autoestima, gerando ansiedade e fazendo com que busque maneiras imediatas para perder peso. Ademais, outros fatores de risco para o desenvolvimento do quadro são:

  • mulheres entre a adolescência e o início da vida adulta estão mais propensas ao transtorno;
  • pessoas portadoras de problemas psicológicos e emocionais tendem a desenvolver a bulimia;
  • há uma suspeita da influência da genética familiar;
  • pessoas que estão expostas na mídia e que precisam manter a aparência estão mais suscetíveis ao quadro.

Como é o tratamento?

Geralmente, o tratamento de um transtorno alimentar é baseado em um programa de recuperação. Nesse programa estão inseridas abordagens multidisciplinares, como, por exemplo:

  • psicoterapia;
  • reeducação alimentar e educação nutricional;
  • acompanhamento psiquiátrico;
  • uso de medicamentos, como os antidepressivos;
  • participação em grupos de apoio.

Dessa forma, é possível recuperar o paciente, mesmo que já conviva com o transtorno por muitos anos. Porém, o processo não é fácil e depende da disposição e do comprometimento do paciente em seguir todas as orientações médicas.

Enfim, a bulimia é um problema grave e precisa ser tratado o mais breve possível. Assim, o paciente tem a sua vida e saúde reestabelecida, podendo retornar suas atividades e se alimentar de forma saudável.

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Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM): Sintomas E Tratamentos

Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM): Sintomas E Tratamentos

A tensão pré-menstrual (TPM) faz parte do cotidiano das mulheres, provocando alguns desconfortos. Já o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma condição mais grave e que pode causar grandes alterações no comportamento feminino.

Você já ouviu falar nesse transtorno? Neste post, iremos explicar tudo o que você precisa saber sobre ele. Então, continue a leitura.

O que é o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM)?

Trata-se de uma versão mais intensa da síndrome pré-menstrual (SPM) ou TPM, como é conhecida. A TDPM é classificada como um transtorno depressivo e que afeta cerca de 8% das mulheres em idade reprodutiva.

Ainda, o transtorno disfórico pré-menstrual é cíclico, ou seja, surge quase todos os meses no período que antecede à menstruação. Por isso, costuma ser muito confundido com a tensão pré-menstrual.

Porém, diferente da TPM, a TDPM é um quadro com aspecto mais emocional, severo e até grave o bastante para interferir nas atividades rotineiras e profissionais. Embora seja angustiante, o transtorno é muitas vezes subdiagnosticado.

Quais são os sintomas?

Os sintomas do transtorno disfórico pré-menstrual são, em sua maioria, semelhantes ao da tensão pré-menstrual. No entanto, as alterações de humor são mais intensas e debilitantes, sendo capaz de afetar o convívio social da paciente. Entre os sintomas mais comuns, podemos citar:

  • alto nível de ansiedade ou tensão;
  • hipersensibilidade, com a sensação de que está “à flor da pele”;
  • instabilidade emocional, com mudanças de humor extrema ou crises de choro;
  • irritabilidade;
  • humor deprimido, causando tristeza e desesperança;
  • pensamentos suicidas e autodepreciativos;
  • dor de cabeça;
  • inchaço no corpo;
  • dificuldade para dormir.

Ainda, esses sintomas tendem a surgir entre 2 a 10 dias antes da menstruação, desaparecendo por completo alguns dias após o início do fluxo menstrual. O diagnóstico é confirmado pela repetição desses sintomas por, pelo menos, dois ciclos menstruais consecutivos ou quando prejudica o relacionamento social da paciente.

Como é causado?

Embora não esteja claro o que causa o TDPM, há uma maior sensibilidade das pacientes às alterações nos níveis do estrogênio e da progesterona, que são os hormônios reprodutivos femininos.

Em razão dessas mudanças hormonais, há uma diminuição nos níveis dos neurotransmissores, substâncias químicas do cérebro responsáveis por regular o humor. Ainda não há uma explicação para a causa dessa hipersensibilidade, mas sabe-se que está relacionada à predisposição genética da paciente.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Por ser considerado um tipo de depressão cíclica, o tratamento do transtorno é específico e baseado no controle dos sintomas. Como há uma grande variação na forma como cada paciente manifesta os sintomas, o tratamento é individualizado.

Geralmente, o uso de medicamentos, como antidepressivos e contraceptivos orais, e a psicoterapia, principalmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), são eficientes para melhorar o humor da paciente e aliviar os seus sintomas.

Ademais, para promover a saúde mental da mulher, recomenda-se a mudança dos hábitos alimentares e a prática de atividades físicas. Assim, há um fortalecimento do sistema imunológico e a redução dos sintomas.

Portanto, o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma condição séria e que não pode ser ignorada. Apenas com a assistência de um profissional de saúde é possível controlar o sintomas e ter uma melhor qualidade de vida.

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Como Saber Se O Meu Filho Está No Espectro Autista?

Como Saber Se O Meu Filho Está No Espectro Autista?

A personalidade de uma criança é individual e variável, assim como a dos adultos. No entanto, alguns aspectos no seu desenvolvimento podem indicar o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou autismo, como é conhecido popularmente.

Você sabe como identificar os primeiros sinais dessa condição? Então, não deixe de ler este post. A seguir, falaremos mais sobre a disfunção e seus sintomas.

O que é o espectro autista?

Trata-se de um transtorno psíquico que acomete o sistema neurológico da criança, comprometendo sua capacidade sensitiva, social e comunicativa. Normalmente, o autismo é identificado até os três anos.

Ainda, a condição faz parte do grupo de TGDs (Transtorno Global do Desenvolvimento), onde também estão a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Contudo, pelas diferentes formas de manifestação, nem sempre é fácil identificar que uma criança está no espectro autista. Além disso, pode ser confundido com um traço normal da individualidade da personalidade dela ou um pequeno retardo no seu desenvolvimento.

Quando costumam surgir os primeiros sinais?

Embora seja comum perceber os primeiros sintomas até os três primeiros anos de vida, frequentemente o diagnóstico é tardio e, às vezes, nem é identificado. Geralmente, o autismo leve é percebido após o início da fase escolar.

Ainda, podem ocorrer dificuldades de interação ou no convívio social com outras crianças, além de problemas de aprendizagem. No entanto, mesmo diante de um transtorno de complexa identificação, é importante conhecer os sintomas iniciais.

Como identificar?

Segundo a Associação Nacional de Autismo dos EUA, o transtorno do espectro autista costuma ser percebido pela combinação de quatro desvios do padrão:

  • comprometimento cognitivo;
  • dificuldade com interações sociais;
  • comportamentos repetitivos;
  • dificuldade de comunicação.

Considerando esses desvios, você precisa estar atento ao comportamento do seu filho. Geralmente, crianças com autismo podem apresentar as seguintes dificuldades:

  • ausência de interação social: esse é o sinal mais evidente do TEA. A criança tem dificuldade em compreender e socializar com outras pessoas e se isola;
  • falta de reação aos chamados verbais: ocorre quando a criança não responde a um chamado verbal, sendo muito confundido com surdez;
  • dificuldade na comunicação: uma criança no espectro autista costuma apresentar dificuldades em se comunicar com outras pessoas, usar palavras indevidas ou não consegue se expressar com palavras;
  • baixa ou nenhuma demonstração de sentimentos: outros sintomas comuns do TEA são a frieza emocional, acessos de raiva, poucas demonstrações de dor e ausência de medo ao lidar com situações perigosas.
  • dificuldade em reconhecer expressões faciais ou fazer contato visual: as crianças no espectro apresentam mais dificuldade em reconhecer emoções ou expressões faciais. Por isso, costumam ter reações “atrasadas” diante de uma situação inesperada;
  • reações exageradas a estímulos sensoriais: é comum que crianças com TEA tenham dificuldade para processar informações sensoriais. Assim, se sentem sobrecarregados diante de situações rotineiras, como uma ida ao supermercado ou ao restaurante.

Enfim, quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances da criança se aproximar do seu desenvolvimento normal. Embora não haja uma cura para o transtorno do espectro autista, existem tratamentos que podem oferecer uma melhor qualidade de vida para os pacientes.

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15 Formas de Lidar Com a Insônia

15 Formas de Lidar Com a Insônia

A insônia já se tornou um problema tão comum que faz parte das rotinas das pessoas e até deixou de ser vista como algo que necessita de tratamento. No entanto, ela pode indicar uma série de distúrbios, afetando seriamente a qualidade de vida.

Neste post, além de falarmos mais sobre a condição, apresentaremos algumas dicas que podem ajudar a lidar com essa dificuldade em dormir.

O que é insônia?

Trata-se de um transtorno que afeta o início do sono ou a sua constância, sendo o distúrbio de sono mais frequente na população. Prova disso é que, segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com essa condição.

Ainda, uma boa noite de sono é fator determinante para a regeneração do organismo. Enquanto dormimos, o corpo inicia um processo de restauração, promovendo o relaxamento muscular, a redução da pressão arterial, do ritmo cardíaco, a consolidação da memória e o controle da temperatura corporal.

Ademais, hormônios como a insulina, leptina, grelina e a somatotrofina sofrem influência do sono. Por isso, quando dormimos mal, é comum sentir diversos incômodos e desconfortos pelo corpo e também estar mais exposto a outras doenças.

Além disso, as mulheres estão mais suscetíveis a enfrentar dificuldades para dormir, pois, sofrem muitas alterações hormonais durante o ciclo menstrual, a menopausa ou a gravidez.

Quais são as causas possíveis?

Existem inúmeras causas associadas ao desenvolvimento da insônia, como, por exemplo, estresse, estilo de vida negativo, transtornos mentais, neurológicos ou hormonais, problemas respiratórios, entre outros.

Porém, a insônia costuma estar mais relacionada a fatores emocionais causados por situações que tragam ansiedade aos pacientes, tais como, mudança de trabalho, perda de um familiar, situações de conflito ou aos hábitos inadequados de sono.

Dicas de como lidar com a insônia

Quando causada por alguma doença, a insônia pode ser resolvida com o tratamento dessa condição. No entanto, o mais comum é que não haja uma patologia pré-existente. Assim, é possível lidar com ela a partir de algumas mudanças de comportamento, como, por exemplo:

  1. adotar horários regulares de sono;
  2. evitar cochilos longos durante o dia;
  3. praticar atividades físicas pela manhã ou à tarde, respeitando o limite de até seis horas antes de dormir;
  4. não consumir bebidas com cafeína à noite, tais como, refrigerantes, café, chá-preto e energético;
  5. fazer refeições leves à noite, evitando alimentos ricos em proteínas e gorduras;
  6. evitar a ingestão de bebidas alcoólicas até seis horas antes de dormir;
  7. tomar um banho morno duas horas antes de ir pra cama;
  8. reduzir a exposição à luz no quarto durante à noite;
  9. evitar o uso de dispositivos eletrônicos na cama;
  10. escolha roupas confortáveis para dormir, preferindo tecidos leves e que não fiquem colados ao corpo;
  11. não se desesperar quando o sono não vem, quanto mais nos preocupamos com a necessidade de dormir, mais difícil será pegar no sono;
  12. evite dormir mais que o necessário;
  13. beba chás calmantes ou um copo de leite morno antes de ir dormir;
  14. evite o pensamento em problemas externos, conflitos familiares ou situações não resolvidas no trabalho;
  15. deixe as discussões com seu cônjuge para o dia seguinte.

Ademais, não brigue com a insônia. Caso não consiga dormir, saia da cama e faça alguma atividade com pouca luz e que não provoque agitação. Com essas dicas, você está preparado para lidar com a falta de sono quando ela vier.

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Transtorno Bipolar: O Que É E Quais Os Tipos

Transtorno Bipolar: O Que É E Quais Os Tipos

De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o Transtorno Bipolar afeta cerca de 4% da população brasileira. Por ser um complexo distúrbio psiquiátrico, essa doença merece a atenção do paciente, dos seus amigos e familiares.

Neste post, você vai entender mais sobre essa condição, conhecer os seus diferentes tipos, as causas e os tratamentos.

O que é o transtorno bipolar?

Trata-se de uma doença psiquiátrica que promove alterações comportamentais nos indivíduos, produzindo oscilações de felicidade e depressão. Essas oscilações de humor são chamadas de fases e são divididas em:

  • mania (euforia): estado de exaltação do humor. O paciente demonstra estar alegre sem um motivo específico, podendo ser eufórico, irritável ou até arrogante. Nesse estágio, é comum que ele também apresente mania de grandeza;
  • hipomania: estado semelhante ao de mania, mas de menor intensidade;
  • depressão: estado que se divide nos tipos 1 e 2. Durante o tipo 1, a pessoa apresenta momentos depressivos intercalados com episódios de mania. Já no tipo 2, os estados de mania são menos intensos.

Ainda, o transtorno bipolar se caracteriza pelas mudanças incomuns no humor, nos níveis de atividade, na energia e na capacidade das pessoas em realizar tarefas do dia-a-dia. Essas oscilações não respeitam um período, ocorrendo de forma aleatória e até simultânea.

Quais são os tipos?

A doença maníaco-depressiva, como era chamado o transtorno, é classificado em quatro tipos: I, II, ciclotimia, e transtornos especificados e não especificados. Para que você entenda melhor, vamos especificar cada um deles:

  • tipo I: se caracteriza por episódios de depressão e exaltação de humor mais graves, além de agitação psicomotora em que o paciente faz movimentos involuntários. É a forma mais grave da doença e exige cuidados hospitalares imediatos. Os sintomas maníacos duram, pelo menos, sete dias. Já os depressivos podem levar cerca de duas semanas;
  • tipo II: diferente do tipo I, não há episódios de mania, mas sim de hipomania e sem sintomas psicóticos;
  • ciclotimia (desordem ciclotímica): quando ocorrem vários episódios hipomaníacos e depressivos que podem durar, pelo menos, dois anos em adultos e um ano em crianças e adolescentes. Porém, por serem brandos, os sintomas costumam passar despercebidos e serem ignorados pelos pacientes;
  • outros transtornos bipolares e relacionados específicos e não específicos: é a categoria em que se enquadram todos os outros casos que não correspondem às três classificações anteriores.

Quais são as causas?

Ainda não há uma comprovação científica para a origem do transtorno bipolar.  O que se sabe é que pode estar associado a fatores genéticos, alterações no cérebro ou nos níveis dos neurotransmissores e aspectos ambientais.

Ademais, o transtorno pode ocorrer a partir de um gatilho, como, por exemplo, estresse prolongado, uso de remédios inibidores de apetite, puerpério, hipertireoidismo e hipotireoidismo.

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam de acordo com a fase em que o indivíduo se encontra. Nessas oscilações, ele pode apresentar:

  • agitação e irritabilidade;
  • tristeza e pessimismo;
  • falta de concentração;
  • fala acelerada;
  • falta de sono ou dormir demais;
  • fadiga e euforia;
  • comportamento agressivo;
  • pensamentos suicidas e de morte;
  • dores crônicas;
  • aumento do desejo sexual ou falta de libido.

Enfim, o transtorno bipolar é uma condição séria e que precisa ser tratada imediatamente. Apenas assim é possível evitar que o quadro se agrave a restauração da saúde mental do paciente seja ainda mais difícil.

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Mitos e Verdades Sobre a Depressão

Mitos e Verdades Sobre a Depressão

Segundo o portal do Ministério da Saúde brasileiro, a prevalência de depressão no Brasil está em torno de 15,5%. Além disso, essa doença ocupa o 4.º lugar no ranqueamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) das patologias mais incapacitantes.

Neste post, falaremos sobre os mitos e verdades mais comuns sobre o assunto, a fim de sanar todas as dúvidas sobre o assunto. Vamos a eles.

1) Depressão não é doença

Trata-se de um dos mitos mais divulgados por quem entende o problema como um estado de espírito. Contudo, a depressão é uma patologia séria que não afeta apenas o humor do paciente, mas também o seu organismo. Por isso, necessita de tratamento.

2) Não existe cura para a doença

Outra fake news. Sim, existe cura para pacientes depressivos. O tratamento é à base de medicamentos e/ou psicoterapia. Por meio do diagnóstico diferencial, o profissional identifica a causa e inicia o tratamento.

3) A depressão é uma das principais causas de suicídio

Verdade. Os transtornos do humor respondem por mais de 30% dos casos de suicídio no mundo. Por isso, a necessidade do tratamento. Ademais, em comparação com pessoas não depressivas, os portadores da doença tem até cinco vezes mais chances de se suicidar.

4) Falar sobre o assunto pode incentiva a pessoa a se suicidar

Mito. Geralmente, a abordagem terapêutica é baseada no diálogo com o paciente, fazendo com que ele expresse os seus sentimentos e os entenda. Assim, falar sobre o assunto pode abrir espaço para que ele se sinta entendido e ajude a prevenir o suicídio.

5) O tratamento contínuo melhora a qualidade de vida do paciente

Mais uma afirmação verdadeira. Na maioria dos casos, o paciente depressivo possui um desequilíbrio nas substâncias cerebrais e o tratamento medicamentoso consegue devolver esse equilíbrio. Da mesma forma, a continuidade nas sessões de psicoterapia permite que ele entenda seus sentimentos e consiga retomar a sua vida.

6) A depressão faz parte do envelhecimento

Mito. Estamos falando de uma doença e, por isso, ela não ocorre de forma natural. Obviamente, com o avanço da idade, estamos mais suscetíveis a inúmeros problemas, como isolamento, perda de entes queridos, alterações hormonais e surgimento de patologias.

7) Apenas as mulheres ficam depressivas

Mais um mito. Embora os números indique um maior número de mulheres com a depressão, os homens estão tão expostos quanto elas. Em razão de uma questão cultural, a necessidade de ajuda é associada à fraqueza, o que faz com que os homens não busquem auxílio médico.

8) As crianças e adolescentes não são afetadas pela doença

Mito. Mesmo na infância ou na adolescência, a depressão pode surgir, sendo até um problema de diagnóstico mais complexo. Nessa fase da vida, as crianças não estão preparadas para conversar com adultos sobre os seus sentimentos. Por isso, é importante estar atento ao comportamento delas.

Enfim, esses são os mitos e verdades mais divulgados pela internet sobre a depressão. Agora, com a leitura deste post, você pode conversar com seus amigos e familiares para explicar mais sobre o assunto.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos