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Transtorno de adaptação: você sabe o que é?

Transtorno de adaptação: você sabe o que é?

Perder um emprego, se divorciar, ter um filho, descobrir uma doença crônica e se casar, são exemplos de situações que podem ser estressantes para qualquer um. Seja por problemas ou por ocasiões positivas, o transtorno de adaptação surge em qualquer mudança significativa de vida. Conhecido também como transtorno de ajustamento, essa psicopatologia provoca tristeza, irritação e sintomas de ansiedade.

É normal que essas mudanças causem algum abalo emocional nas pessoas. No entanto, no transtorno de ajustamento os sintomas são persistentes e duram mais de três meses após o evento que provocou o estresse.

A morte de um ente querido também é um fator que pode desencadear esse transtorno. Entretanto, a diferenciação entre o luto e o ajustamento ocorre na avaliação da intensidade, qualidade e persistência das reações.

Sintomas do transtorno de adaptação

O indivíduo que sofre de transtorno de ajustamento apresenta os sinais além do período de três meses. Dentre os sintomas, estão:

  • tristeza;
  • falta de esperança;
  • falta de prazer;
  • crises de choro;
  • nervosismo;
  • ansiedade;
  • preocupação;
  • insônia;
  • dificuldade em se concentrar;
  • sensação de opressão;
  • pensamentos suicidas.

O transtorno pode, também,  provocar alterações no comportamento do indivíduo. Dessa maneira, ele pode tornar-se imprudente no trânsito e com tarefas importantes, se distanciar da família e dos amigos e ter piora em desempenhos profissionais.

Diagnóstico do transtorno de adaptação

O transtorno de ajustamento está contido no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V) na categoria de transtornos provocados por traumas e fatores de estresse. No entanto, é importante diferenciá-lo de um estresse pós traumático, por exemplo.

O DSM-V baseia critérios para o diagnóstico para o transtorno de ajustamento. Para isso, o paciente deve, como já mencionado, possuir os sintomas há mais de três meses. Além disso, os sintomas emocionais e comportamentais devem ser significativos e devem ser desproporcional ao fator estressante e devem, também, provocar um comprometimento de atividades.

Ainda de acordo com o DSM-V, o transtorno de ajustamento é categorizado de acordo com os sintomas predominantes. Por isso, eles podem ser:

  • Estado de ânimo deprimido: as manifestações predominantes são sintomas como humor deprimido, tendência ao choro ou sensações de impotência;
  • Ansiedade: nesse tipo, os sintomas principais são o nervosismo, preocupação ou inquietação. Em crianças é evidente o medo da separação de figuras de vinculação;
  • Transtorno de adaptação com ansiedade mista e estado de ânimo deprimido: combinação dos sintomas de ansiedade e depressão;
  • Perturbação da conduta: nesse caso, os sintomas predominantes estão relacionados à questão comportamental, em que existe violação dos direitos alheios ou de normas e regras sociais importantes;
  • Alteração mista de emoções e conduta: aqui, os sintomas são tanto emocionais quanto ligados à alteração de conduta;
  • Inespecífico: quando as reações não podem ser classificadas como um dos subtipos específicos do transtorno.

Além disso, o transtorno de ajustamento pode ser classificado como agudo, quando a persistência dos sintomas dura de três a seis meses, e crônico, que consiste em sintomas por mais de seis meses.

Tratamento do distúrbio

O tratamento para o transtorno de adaptação deve ser realizado por meio de psicoterapia como a terapia cognitivo- comportamental e a psicoterapia de apoio. Para auxiliar no tratamento, o médico psiquiatra pode recomendar o uso de medicamentos com o objetivo de aliviar os sintomas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Agorafobia: como é feito o diagnóstico?

Agorafobia: como é feito o diagnóstico?

Agorafobia é um transtorno de ansiedade que atinge cerca de 150 mil pessoas por ano só no Brasil. Essa fobia é caracterizada pelo medo incontrolável de estar em espaços públicos abertos. Considerada uma doença crônica, ela pode durar por muitos anos e até durante toda a vida.

Esse tipo de ansiedade surge, geralmente, após de um ou mais ataques de pânico. Essa relação acontece porque o indivíduo diagnosticado com essa fobia tem a preocupação de ter um novo ataque, evitando, dessa maneira, estar locais em que uma crise possa surgir. Assim, ela ocorre, então, pelo medo de não conseguir escapar ou ter ajuda em caso de algum ataque de pânico. Dados mostram que entre 30% e 50% de pessoas com essa psicopatologia também possuem síndrome do pânico.

Quem tem essa fobia não se sente bem em locais em que haja grande aglomeração de pessoas, o medo faz com que o indivíduo não saia de casa sozinho, precisando, sempre de uma companhia para as atividades rotineiras. Dessa maneira, o medo de sair de casa torna-se limitante, uma vez que o indivíduo sofre com a angústia de ser exposto novamente à alguma situação que estimule a sua fobia.

Sintomas da agorafobia

Os sintomas dessa fobia são:

  • Taquicardia
  • formigamento
  • dor no peito
  • hiperventilação
  • diarreia
  • tonturas
  • calafrios
  • falta de ar
  • desmaios

Pessoas que sofrem dessa psicopatologia não se sentem bem em locais onde haja muitas pessoas. Além disso, elas podem se desesperar, também, em locais em que a fuga seja complicada, como é o caso de elevadores. Baixa autoestima, insegurança e ansiedade também são características de quem tem essa patologia.

Como é feito o diagnóstico da agorafobia

O diagnóstico de agorafobia é realizado por um médico que avalia alguns critérios. Dentre eles estão o tempo em que os sintomas estão presentes, que deve ser, no mínimo de seis meses, e o medo que o paciente sente em situações como usar um transporte público, estar em um espaço aberto, estar em um espaço público fechado, estar no meio de muitas pessoas e estar sozinho fora de casa. Para ser diagnosticado, o indivíduo deve ter, pelo menos, medo de duas das situações citadas.

Além disso, o medo deve estar associado à dificuldade de fuga e à preocupação em não obter socorro caso seja necessário. Para diagnosticar o paciente, o médico analisa em quais situações os sintomas surgem, além de investigar se:

  • os hábitos diários do paciente são alterados;
  • os sintomas são desproporcionais à situação;
  • os sintomas provocam limitação na qualidade de vida;
  • existe relação com algum outro transtorno ou se os sintomas correspondem à outra patologia.

A agorafobia deve ser tratada. Para isso, recorre-se a medicamentos, como inibidores de serotonina, sedativos e ansiolíticos e a algumas técnicas de psicoterapia, como a terapia cognitivo comportamental e terapia de exposição. Além disso, uma mudança no estilo de vida pode contribuir para o controle de crises. Por isso, é importante que o paciente também pratique atividades físicas, evite o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro e café. Técnicas de respiração e meditação também contribuem para a melhoria na qualidade de vida para quem sofre dessa psicopatologia.

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Ataque de pânico: diagnóstico e tratamentos

Ataque de pânico: diagnóstico e tratamentos

Ansiedade, pressão no trabalho, estresse, problemas financeiros. A rotina tumultuada desencadeia, cada vez mais, problemas mentais em toda população. Um deles é o ataque de pânico. Dados mostram que tais crises acometem cerca de 11% da população adulta, além disso, acredita-se que 90% das pessoas terá, pelo menos, um episódio desse tipo de ataque. Dentre os mais afetados estão os jovens, no início da puberdade, adultos e jovens adultos.

Ataques de pânico podem fazer parte de vários transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade. Com a duração de cerca de 10 minutos, eles acontecem em resposta à uma situação específica, em que o indivíduo passa por uma nítida sensação de morte.

Sintomas do ataque de pânico

Para ser considerado uma crise de pânico, é necessário que, pelo menos quatro sintomas estejam presentes. Veja quais são os sinais de ataques de pânico:

  • Sensação de perigo iminente;
  • Medo de perder o controle;
  • Medo da morte ou de uma tragédia iminente;
  • Sentimentos de indiferença;
  • Sensação de estar fora da realidade;
  • Dormência e formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto;
  • Palpitações, ritmo cardíaco acelerado e taquicardia;
  • Sudorese;
  • Tremores;
  • Dificuldade para respirar, falta de ar e sufocamento;
  • Hiperventilação;
  • Calafrios;
  • Ondas de calor;
  • Náusea;
  • Dores abdominais;
  • Dores no peito e desconforto;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Desmaio;
  • Sensação de estar com a garganta fechando;
  • Dificuldade para engolir.

Diagnóstico e tratamentos para o ataque de pânico

A crise de pânico é provocado por uma ansiedade extrema, marcada pelo medo e pelo desespero. Os ataques, quando se tornam recorrentes, se caracterizam em síndrome do pânico, prejudicando a qualidade de vida e os relacionamentos de quem a sofre. O diagnóstico é realizado por um médico e o tratamento deve ser realizado pela especialidade de psiquiatria. Como os sintomas de um ataque de pânico podem ser confundidos com os de outras doenças, como a de um ataque cardíaco, em alguns casos é necessário que sejam realizados exames para excluir a patologia física.

O tratamento é realizado por meio de prescrição de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos e de psicoterapia. Para isso, podem ser usadas técnicas de exposição, em que é realizada uma dessensibilização, por meio de exposição, diante do agente que provoca as crises, ou a terapia cognitivo comportamental, em que a pessoa reconhece e aprende a enfrentar os seus medos e a psicoterapia de apoio.

Enfrentar crises de pânico pode ser um desafio, uma vez que o transtorno é prejudicial para a qualidade de vida de quem enfrenta. Por isso, como forma de auxiliar na progressão do tratamento e evitar ataques, algumas atitudes podem ser tomadas, como:

  • Suspender o uso de álcool e drogas: esses agentes químicos estimulam os neurodepressores, que, por sua vez, podem desencadear uma crise.
  • Evite cafeína: a cafeína deve ser evitada porque ela propulsiona a ansiedade.
  • Pratique atividade física: exercícios físicos liberam endorfina, hormônio que proporciona bem estar e tranquilidade e felicidade.
  • Concentre em algo que te traga prazer: faça atividades que distraiam a mente ajudam a esquecer um pouco dos problemas e medos.

Quem tem um ataque de pânico passa por momentos desesperadores. Muitas vezes, negligenciar um ataque pode fazer com que as crises tornem-se recorrentes, levando ao quadro de Síndrome do Pânico.

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Ataque de pânico: o que fazer diante de uma crise?

Ataque de pânico: o que fazer diante de uma crise?

Sensação de sufocamento, medo de morrer, frequência cardíaca acelerada. Quem passa por um ataque de pânico sente na pele o quão desesperador é. Estima-se que 90% da população irá passar, em algum momento da vida, por uma crise com essas características. Anualmente, cerca de 11% de pessoas adultas são vítimas desse tipo de crise.

Conhecida também como ansiedade paroxística episódica, o ataque é caracterizado por um momento repentino de angústia, ansiedade e medo extremo, onde surgem sintomas físicos e mentais. As crises duram cerca de 10 minutos, mas este curto espaço de tempo é o suficiente para que o indivíduo tenha a nítida sensação de morte.

Dentre as causas para um ataque de pânico estão fatores genéticos e ambientais, ansiedade e estresse. Além disso, também estão associadas ao surgimento de uma crise o uso de alguns tipos de medicamentos, drogas e álcool.

Sintomas do ataque de pânico

Uma crise de pânico desencadeia uma série de sintomas. Dentre eles estão:

  • Sensação de perigo iminente;
  • Medo de perder o controle;
  • Medo da morte ou de uma tragédia iminente;
  • Sentimentos de indiferença;
  • Sensação de estar fora da realidade;
  • Dormência e formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto;
  • Palpitações, ritmo cardíaco acelerado e taquicardia;
  • Sudorese;
  • Tremores;
  • Dificuldade para respirar, falta de ar e sufocamento;
  • Hiperventilação;
  • Calafrios;
  • Ondas de calor;
  • Náusea;
  • Dores abdominais;
  • Dores no peito e desconforto;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Desmaio;
  • Sensação de estar com a garganta fechando;
  • Dificuldade para engolir.

O que fazer diante uma crise de pânico

Alguns artifícios podem ser utilizados para controlar uma crise de pânico. Dentre eles, estão:

Controlar a respiração

Em momentos de crise é provável que haja a hiperventilação. Por isso, é importante contornar esse sintoma respirando profundamente. É que a respiração feita dessa maneira irá auxiliar na oxigenação do cérebro e a reduzir o estresse. Lembre-se: esse procedimento deve ser feito até que a pessoa esteja mais tranquila.

Local adequado

Procure um local que seja mais arejado e ventilado, que auxiliem em uma melhor respiração.

Mude o foco

Concentre a atenção em algum objeto. Mudar o foco faz com que a pessoa retire a atenção sobre os sintomas físicos. Por isso, ao focar em algum objeto, observe o formato, a textura e as cores.

Pratique o “pare e substitua”

Essa técnica consiste na troca de pensamentos negativos, que estimulam o estresse e o medo, por pensamentos positivos, que trazem alegria e paz. Ou seja, ao invés de pensar no que pode dar errado, mude o foco e pense no que pode dar certo.

 Imagine um local tranquilo

Imaginar um lugar que lhe traga paz e felicidade tende a diminuir a sensação de angústia que surge durante uma crise. Por isso, feche os olhos e se veja em um lugar em que se sinta calmo e acolhido.

A síndrome do pânico surge quando os ataques são recorrentes, fazendo com que o indivíduo adote medidas para evitar situações e lugares nos quais os últimos ataques aconteceram.

Quando os ataques, principalmente os recorrentes, não são tratados, o indivíduo tende a desenvolver uma série de fobias, comprometendo, assim, sua qualidade de vida e os relacionamentos interpessoais. Por isso, o ataque de pânico não deve ser negligenciado.

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Como identificar um ataque de pânico?

Como identificar um ataque de pânico?

Sensação de dormência, falta de ar, alterações da frequência cardíaca, dores no peito e sensação de morte. Apesar de serem sintomas de um ataque de pânico, eles são, muitas vezes, confundidos com outras patologias, como um ataque cardíaco. Dados hospitalares americanos estimam que, nos Estados Unidos, cerca de cinco milhões de pessoas por ano procuram atendimento de urgência com queixas relacionadas à doenças no coração enquanto apenas 10% desse número possuem algum problema cardíaco.

O que é um ataque de pânico?

A síndrome, ou transtorno do pânico, está associada à ansiedade. O ataque é caracterizado pelo medo e pelo desespero e, geralmente, dura cerca de dez minutos. Durante a crise, além de sintomas físicos e emocionais, o paciente tem a sensação de que vai morrer.

Um ataque pode acontecer motivado pela ansiedade, após acontecimentos negativos ou em resposta a uma situação específica. Os ataques de pânico são comuns e atingem cerca de 11% de adultos a cada ano. As crises acontecem aleatoriamente: podem acontecer mais de uma vez no mesmo dia ou demorar meses e anos para que aconteçam novamente. Apesar de atingir ambos os sexos, o ataque atinge com maior frequência pessoas do sexo feminino, uma vez que o ataque pode sofrer influências hormonais.

Quais são os sintomas de uma crise de pânico?

Além da sensação de morte, uma crise desencadeia desespero. No entanto, para ser caracterizado como uma crise de pânico, é necessário que o indivíduo possua ao menos quatro sintomas, sejam eles físicos ou emocionais. São eles:

  • Dor ou desconforto no tórax
  • Uma sensação de engasgo
  • Vertigens, instabilidade postural ou desmaios
  • Medo de morrer
  • Medo de enlouquecer ou de perder o controle
  • Sensações de irrealidade, estranhamento ou distanciamento do meio em que vive
  • Agitação ou arrepios
  • Náuseas, dores gástricas ou diarreia
  • Sensação de dormência ou formigamento
  • Palpitações ou frequência cardíaca acelerada
  • Falta de ar ou sensação de asfixia
  • Sudorese
  • Tremores ou espasmos

Em alguns casos, o indivíduo pode, também, apresentar vertigem e diarreia.

Afinal, como identificar um ataque de pânico?

Como vimos, alguns sintomas de uma crise de pânico são os mesmos de um ataque cardíaco. Entretanto, algumas características os diferenciam.

Se comprar com o ataque cardíaco, é possível notar uma diferença entre o pico dos sintomas. Já na crise do pânico o auge é alcançado logo nos primeiros minutos, no ataque cardíaco eles são crescentes e podem durar por horas. Além disso, durante uma crise de pânico, o indivíduo tem a sensação de irrealidade, como se a pessoa não estivesse ali.

Outra diferença é o tipo da dor. No ataque cardíaco, ela é opressiva e está concentrada no tórax, podendo irradiar para outras regiões como a mandíbula, ombros e braços. Uma dor semelhante à azia também pode ser sentida no peito. Enquanto no pânico, a dor não provoca a sensação de pressão. Junto à ela, outros sintomas surgem como a sensação de sufocamento e uma visão distorcida da realidade.

De qualquer maneira, buscar ajuda médica, em ambos casos é imprescindível. Ataques cardíacos ocasionam em morte e ataque de pânico, quando não tratado, pode comprometer a qualidade de vida do indivíduo. Em caso de dúvidas, não espere os sintomas passarem, procure um médico com urgência.

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Ansiedade e doenças cardíacas: entenda a relação

Ansiedade e doenças cardíacas: entenda a relação

A ansiedade é um sentimento comum nos seres humanos. Ficar ansioso para uma viagem, um novo emprego ou ficar preocupado diante de algumas situações acontece com todos. No entanto, quando a preocupação  e o medo excedem aos limites e interferem nas situações básicas do cotidiano, a ansiedade deixa de ser um sentimento normal e passa a ser considerada um transtorno.

O sentimento de ansiedade é muito comum em países em desenvolvimento, uma vez que a situação econômica é um considerável fator de preocupação. Em todo mundo, o Brasil é líder no índice de ansiedade, que atinge 9,3% da população. Um conjunto de fatores biológicos e sociais faz com que as mulheres sejam a maioria atingida. Ou seja, 7,7% das mulheres brasileiras possuem o transtorno.

Mas qual a relação entre a ansiedade e doenças cardíacas? Antes de explicar qual a associação entre as duas patologias, é necessário entender as características da ansiedade.

Como a ansiedade funciona?

A ansiedade é caracterizada como a antecipação de alguma ameaça futura. Por isso, o medo é o combustível desse transtorno. Uma pessoa ansiosa possui um medo constante em relação a algo que possa acontecer. Assim, o indivíduo passa a sentir uma série de sintomas físicos e psíquicos.

Quais são os sintomas da ansiedade?

Os sintomas da ansiedade são vários. Uma crise de ansiedade pode desencadear sintomas tanto mentais quanto físicos, como:

  • descontrole de pensamentos
  • dificuldade em esquecer problemas
  • dificuldade em se concentrar
  • insônia e distúrbios do sono
  • irritabilidade
  • medo incessante
  • preocupação exagerada em relação ao tamanho do problema
  • sensação de que algo ruim vai acontecer
  • agitação dos braços e pernas
  • aperto ou dor no peito
  • aumento da frequência cardíaca
  • aumento do suor
  • diarreia e dor de barriga
  • falta de ar
  • respiração ofegante
  • sudorese em mãos e pés
  • tensão muscular
  • tremores

Qual a relação entre ansiedade e doenças cardíacas?

Uma pesquisa realizada pela University of Southern California mostrou que pessoas que sofrem de ansiedade possuem 40% a mais de chances de desenvolver doenças cardíacas. A associação entre as patologias está nos sintomas provocados pela ansiedade. Um exemplo é a insônia, que, quando negligenciada pode provocar o desenvolvimento de hipertensão. Ou seja, os sintomas provocados pela ansiedade são tão intensos que fazem com que esse transtorno se torne um fator de risco para doenças que afetam o coração.

Além disso, é importante destacar que pessoas com transtornos psíquicos estão, também, suscetíveis ao desenvolvimento de alcoolismo e transtornos alimentares, que, por sua vez, também são fatores que interferem na saúde cardíaca.

Ansiedade e doenças cardíacas possuem uma correlação direta. Vê-se, portanto, a importância dos cuidados com a saúde mental. Assim como outros transtornos, a ansiedade é uma patologia grave que deve ser tratada. Isso porque, além de interferir na qualidade de vida de uma pessoa, ela pode desencadear outros tipos de doenças.

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Irritabilidade: entenda quando procurar um psiquiatra

Irritabilidade: entenda quando procurar um psiquiatra

A irritação é um sentimento comum em todos nós. Principalmente quando passamos por momentos difíceis, estressantes ou, no casos de mulheres, durante a Tensão Pré-Menstrual. Ela é caracterizada pela baixa tolerância à incômodos e pelo aumento exagerado a estímulos do ambiente. No entanto, quando a irritabilidade torna-se excessiva, recorrente ou constante, é preciso buscar ajuda médica. Isso porque quando essa reação atrapalha o cotidiano, interferindo na qualidade de vida, pode ser um indicador de alguma transtorno subjacente.

Sintomas da irritabilidade

A irritação traz consigo alguns sintomas, que variam de acordo com a pessoa e a situação. Geralmente esse sentimento provoca mau humor, falta de paciência e descontentamento. Além disso, pode provocar, também, sintomas físicos como aumento da frequência cardíaca e pressão arterial, sensações de calor e ações impulsivas e agressivas em relação aos outros.

Quais patologias estão associadas à irritabilidade?

Algumas patologias estão associadas à irritação excessiva:

Distimia

A distimia é uma forma crônica da depressão. Ela é caracterizada pelo rebaixamento crônico do humor, que pode persistir por anos. A irritação é o seu principal sintoma, que vem acompanhado, também, de baixa-autoestima, mau humor, desânimo, pensamentos negativos, alterações de sono, apetite desregulado, isolamento social e falta de energia.

Transtorno Afetivo Bipolar

Essa patologia psiquiátrica é caracterizada pela alternância de episódios de depressão e de euforia com fases assintomáticas. Dentre os principais sintomas da bipolaridade estão a agitação  psicomotora, falar muito, ter descontrole de ideias, pouca necessidade para dormir, hipervalorização da autoestima e autoconfiança, libido aumentada, assim como a atividade sexual, alucinações, irritabilidade e delírios.

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

O TDAH é um transtorno neurológico de causas genéticas e que acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Dentre os sintomas estão a dificuldade de se concentrar, inquietude e impulsividade. A irritação surge no TDAH diante os momentos de frustração, espera e em situações na qual o indivíduo é contrariado.

Ansiedade

Assim como em outros transtornos, o sentimento de irritação é comum também no na ansiedade generalizada. Além desse sintoma, o ansioso sofre com uma série de manifestações psíquicas e físicas. Dentre elas estão o descontrole de pensamentos, medo incessante, falta de ar, aperto no peito, preocupação exagerada, aumento da frequência cardíaca, distúrbios do sono e medo incessante.

Transtorno explosivo

A irritação também está dentre os sintomas do Transtorno Explosivo. Nesse tipo de desordem comportamental, os indivíduos não possuem controle de impulsos agressivos, fazendo com que tenham ataques de ira desproporcionais às situações. Para ser diagnosticado com tal transtorno, o indivíduo deve ter crises de pelo menos duas vezes na semana em um período de, pelo menos, três meses.

Quando a irritabilidade necessita de ajuda psiquiátrica?

Como podemos ver, a irritabilidade excessiva e contínua pode ser indicativo de uma série de transtornos. É importante perceber que quando essa sensação causa prejuízos tanto para si quanto para o próximo deve-se procurar ajuda médica. A irritação demasiada pode estar ligada, também, à outros fatores, como ao uso de alguns tipos de medicamentos ou de alterações hormonais, como é o caso de problemas de tiróide e menopausa. Por isso, buscar ajuda médica é importante.

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Timidez e fobia social: entenda a diferença

Timidez e fobia social: entenda a diferença

Muitas vezes, os conceitos de timidez e fobia social são confundidos. No entanto, apesar de serem diferentes, as condições possuem características em comum, como medo, nervosismo, desconforto e vontade de fugir. Justamente por serem tão próximas, vou explicar neste artigo o que é cada uma delas, a diferença e o tratamento adequado.

O que é timidez?

Apesar de ser um considerado um traço de personalidade, todos nós estamos sujeitos à senti-la diante de algumas situações. Ela tende a surgir, por exemplo, diante à uma interação com desconhecidos ou falar para um grande número de pessoas. Ela possui níveis diferentes e, com isso, pode interferir na qualidade de vida de uma pessoa.

A timidez é mais comum durante a infância e a adolescência e, em 30% dos casos, está ligado à genética. Uma pessoa tímida pode apresentar sintomas como vergonha, ansiedade, baixa autoestima, secura na boca, transpiração excessiva, gagueira e aumento dos batimentos cardíacos.

Profissionais de saúde mental como psiquiatras e psicólogos, são de grande valia no tratamento para a timidez, uma vez que eles irão ajudar a entender e lidar com o problema e suas limitações.

O que é fobia social?

Conhecida também como transtorno de ansiedade social ou sociofobia, essa condição atinge, segundo dados do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, cerca de 10% da população do país. Ela é caracterizada pelo medo excessivo e desconforto que são desencadeados pela exposição social. Ou seja, quem possui esse transtorno, apresenta sintomas físicos e mentais diante de interações e, até mesmo, possíveis interações com outras pessoas. Os sintomas são tão intensos que o indivíduo, por sua vez, podem ter relacionamentos e vida social impactados gravemente impactados.

Quem possui o transtorno de ansiedade social sofre muito com o medo do julgamento alheio e com a opinião das pessoas a seu respeito. Isso leva, então, a um quadro de ansiedade. Esse tipo de fobia provoca alterações fisiológicas sudorese, mal-estar, tensão muscular, tremores, pressão no peito, dores de cabeça, patologias estomacais, dificuldade para dormir e tontura. Além desses, o indivíduo também possui sintomas que podem incluir:

  • medo excessivo, como o de ser julgado, de situações constrangedoras em público, de sentir vergonha ou sentir-se ridículo;
  • ansiedade e ataque de pânico;
  • depressão;
  • desejo de esquiva e fuga, com o objetivo de se livrar de possíveis situações;
  • angústia;
  • medo de não agir de modo adequado;
  • isolamento social;
  • pensamentos negativos.

O tratamento é realizado por meio de psicoterapia, em que o médico psiquiatra pode recorrer a medicamentos como antidepressivos, com o objetivo de regular o humor e inibidores seletivo de recaptação de serotonina, para aliviar os sintomas de depressão e ansiedade.

Afinal, qual a diferença entre fobia social e timidez?

A principal diferença é que, diferente da timidez, a sociofobia é um transtorno mental. No entanto, um alto grau de timidez negligenciada pode evoluir para um quadro de fobia social e síndrome do pânico. A intensidade dos sintomas e as situações que eles surgem são fundamentais para a distinção de cada uma. Portanto, a busca de ajuda de um profissional de saúde mental é importante em ambos casos, já que, com o tratamento, é possível reverter os sintomas e ter relacionamentos sociais saudáveis.

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Transtornos devido ao uso de substâncias: como funciona

Transtornos devido ao uso de substâncias: como funciona

O transtornos devido ao uso de substâncias consiste em um distúrbio relacionado ao consumo ou à exposição a drogas, fármacos e outros produtos químicos. Nessa condição, a pessoa desenvolve um padrão patológico de comportamento em que ela continua a utilizar certa substância, apesar de vivenciar sérias consequências físicas e psicológicas dessa utilização.

Quer entender melhor os mecanismos desse transtorno? Então, confira os detalhes no artigo a seguir.

Como funciona o transtorno por uso de substâncias?

O transtornos devido ao uso de substâncias gera manifestações fisiológicas variadas, incluindo mudanças no circuito cerebral. Algumas substâncias têm o poder de ativar o sistema de recompensa do cérebro, produzindo, assim, a sensação de prazer.

Por vezes, essa ativação pode ser tão forte que os pacientes se tornam dependentes do uso desses produtos. Eles desejam cada vez mais a sensação prazerosa, a tolerância aumenta, e as doses para alcançar a satisfação são cada vez maiores.

Algumas pessoas com transtornos devido ao uso de substâncias chegam, inclusive, a abandonar outras atividades normais para obter e utilizar tais substâncias.

Quais substâncias podem gerar esse transtorno?

Normalmente são 10 classes de substâncias que podem produzir esse transtorno. Dentre elas, estão o álcool, os sedativos e ansiolíticos, a cafeína, os alucinógenos (LCD, psilocibina, fenciclidina), cannabis (maconha e canabinoides sintéticos), inalantes e solventes (cola, solventes de tinta, tíner), opiáceos (morfina, fentanil e oxicodona), tabaco, estimulantes (cocaína e anfetaminas) e outras substâncias, como anabolizantes.

Como o transtornos devido ao uso de substâncias começa?

Em boa parte dos casos, o consumo da substância tem fins recreacionais no início, sendo que as pessoas recorrem às drogas e fármacos por diferentes razões, como para se sentirem bem e alterarem o humor, para melhorarem a performance em alguma atividade física, para participarem de cerimônias religiosas, etc.

Há quem use as substâncias esporadicamente e aparentemente não sofra danos expressivos. Ainda assim, mesmo em pequenas doses, de forma episódica, isso pode contribuir para o aumento da tolerância e para o desenvolvimento da dependência física, até mesmo quando não há grande toxidade química.

Como ele evolui?

Se no começo o uso da substância se baseia na experimentação ou no consumo ocasional, com o passar do tempo, a tendência é que o uso se torne habitual ou intenso, em um processo de progressão que depende diretamente de cada usuário, do contexto em que a pessoa vive e, também, das especificidades da substância.

A probabilidade de uma substância causar o transtorno resulta da combinação de uma série de fatores, como a via de administração, a velocidade com a qual a substância estimula o sistema de recompensa do cérebro, o tempo de início do efeito, assim como a capacidade de indução de tolerância e os sintomas de abstinência.

De modo geral, as substâncias permitidas, como álcool e tabaco, por serem liberadas, aumentam a propensão ao uso problemático e, consequentemente, a progressão para o transtorno devido ao uso excessivo delas.

O transtornos devido ao uso de substâncias em tratamento?

Sim! O tratamento para o transtorno por uso de substâncias é desafiador, mas existe. A abordagem terapêutica envolve estratégias como desintoxicação, interrupção do uso da substância, em associação à prevenção e ao tratamento da abstinência, uso de fármacos auxiliares, participação em grupos de apoio, suporte familiar e sessões de psicoterapia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Fatores de risco e sinais de alerta para suicídio

Fatores de risco e sinais de alerta para suicídio

Todos os anos cerca de 11 mil pessoas se matam no Brasil. E não para por aí! Pesquisas apontam que ocorre 1 morte por suicídio a cada 46 minutos. Essa triste realidade está em toda parte. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, são mais de 800 mil casos anuais de suicídio ao redor do mundo.

Vale destacar que esses números assustadores não param de aumentar, inclusive dentre os mais jovens. Prova disso é que, na última década, a taxa de autoextermínio entre adolescentes aumentou aproximadamente 40%.

Quer conhecer quais são os principais fatores de risco e sinais de alerta para episódios desse tipo? Leia o texto e saiba mais sobre esse assunto que merece toda nossa atenção.

Fatores de risco para o suicídio

Quando se trata de saúde física e mental, um fator de risco corresponde a qualquer situação ou condição que eleve as chances de ocasionar uma doença ou agravar um estado. No caso do autoextermínio, os fatores de risco são aqueles aspectos que podem aumentar a probabilidade de alguém tirar a própria vida. A seguir, conheça os principais.

Depressão

Pessoas depressivas apresentam, sim, maiores chances de se matar, embora nem todos os indivíduos com depressão pensem em se matar ou cheguem a esse desfecho trágico. De acordo com pesquisas recentes, aproximadamente 15% dos indivíduos depressivos em estado grave chegam a praticar tal ato.

Transtorno bipolar

Você sabia que o transtorno bipolar é o distúrbio psíquico que mais leva pessoas ao suicídio? Isso mesmo! Entre 30% a 50% dos brasileiros com esse transtorno tentam se matar pelo menos 1 vez na vida. Os dados são da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB). O risco é ainda mais elevado nos estados mistos, quando a pessoa mescla os sintomas de depressão com a exaltação do humor.

Dependência química

A dependência química é um incontestável fator de risco para o autoextermínio. O consumo abusivo de cigarro, álcool e outras drogas está intimamente relacionado com o comportamento suicida. Estudos revelam que os dependentes químicos possuem maiores chances de se matar, principalmente se a condição estiver associada a algum transtorno de humor.

Só para se ter ideia, o risco de cometer autoextermínio é 50% maior dentre dependentes químicos, isso porque a ingestão de drogas gera efeitos como aumento da impulsividade, descontrole emocional, agravamento de sintomas depressivos, piora a adesão a eventuais tratamentos psiquiátricos, bem como compromete a resposta terapêutica aos medicamentos.

Sinais de alerta mais comuns do suicídio

O comportamento suicida não é assintomático. Ele dá sinais e, em muitos casos, se os sintomas forem percebidos a tempo por quem convive com a pessoa, é possível impedir — ou pelo menos tentar impedir — que ela acabe com a própria vida.

Dificilmente o ato suicida acontece de uma hora para outra, sem dar pistas. Confira os indícios mais comuns de que alguém está pensando em se matar.

Mudanças comportamentais

As transformações são naturais ao longo da vida. Não é à toa que as pessoas mudam opiniões, hábitos e preferências à medida que amadurecem.

Circunstâncias como a mudança de cidade ou emprego, o término de um relacionamento ou um novo desafio podem fazer com que as pessoas adotem nova postura. Entretanto, mudanças bruscas, repentinas e sem justificativa aparente podem sinalizar que algo estava errado.

Desconfie se alguém extrovertido ficar retraído da noite para o dia ou se alguém vaidoso, de repente, deixar de se cuidar e passar a ter uma aparência desleixada.

Isolamento social

Ainda no âmbito das mudanças comportamentais, preste atenção se a pessoa que vivia cercada de amigos agora prefere se isolar. Ligue o sinal de alerta caso ela deixe de frequentar as atividades sociais, escola, trabalho, compromissos religiosos e esportivos.

Quando o indivíduo se desinteressa por coisas que antes davam prazer, esse é um forte indício de que a vida perdeu a graça para ele.

Sintomas depressivos

Quando a pessoa apresenta manifestações como tristeza profunda e persistente, desânimo, desesperança, pessimismo, baixa energia, irritabilidade, fadiga e oscilações de humor, pode ser que ela esteja pensando em se matar e chegue a atentar contra a própria vida.

Todos esses são sinais de depressão, e, como foi falado anteriormente, esse é um dos fatores de risco para o autoextermínio.

Frases de aviso

Nem sempre é alarme falso. É preciso acabar com o velho mito de que “quem quer se matar não avisa”. Em muitos casos, a pessoa avisa sim, e faz ameaças públicas a si mesma como forma de pedir socorro.

Suspeite e faça algo para intervir se alguém próximo disser que não quer mais viver, que vai tirar a própria vida, que prefere morrer que continuar sofrendo ou que não suporta mais viver.

Falsa melhora

Alguns suicidas apresentam melhora simulada, para despistar os parentes e amigos e, enfim, verem-se livres para dar continuidade ao plano de se matarem, impossibilitando desse modo que alguém aja para impedi-lo. Fique de olho se aquele amigo ou familiar que estava profundamente desesperançoso e triste, repentinamente, aparecer alegre e bem-humorado.

Esses são os principais sinais de alerta para o suicídio.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos