Todos

Alterações de humor: o que podem significar

Alterações de humor: o que podem significar

Geralmente, as pessoas que sofrem com alterações de humor enfrentam grandes dificuldades de convívio social. Isso porque nem sempre os familiares e amigos conseguem entender esse comportamento como um sintoma de alguma doença psiquiátrica.

Você sabe quais patologias podem produzir esses distúrbios no humor? Então, continue a leitura e entenda mais sobre o assunto.

Transtorno bipolar

O transtorno bipolar promove alterações comportamentais nos indivíduos, com efeito, faz com que eles oscilem entre momentos de felicidade e de depressão. Essas oscilações de humor são divididas em mania, hipomania e depressão.

A mania, ou euforia, é o estado de exaltação do humor. A hipomania é um estado semelhante ao de mania, mas em menor intensidade. A depressão, dentro do transtorno afetivo bipolar, divide-se nos tipos 1 e 2.

Durante o tipo 1, a pessoa apresenta momentos depressivos intercalados com episódios de mania. Ao passo que no tipo 2, os estados de mania são menos intensos. Seja como for, as oscilações de humor não respeitam um período de tempo, ocorrendo de forma aleatória.

Não há comprovação científica para a origem do problema. Apenas o que se sabe é que fatores genéticos e a ocorrência de alterações no cérebro ou nos níveis dos neurotransmissores estão relacionados.

Distimia

A distimia ou distúrbio distímico é um tipo de depressão de menor gravidade, mas que pode ter maior duração que as outras formas da doença. Os pacientes apresentam um humor continuamente triste durante parte do dia, com duração de, pelo menos, 2 anos.

Os sintomas costumam ser mau humor, irritabilidade, perda de libido e de energia, desmotivação, redução ou aumento do apetite, falta ou excesso de sono, dificuldade de concentração e baixa autoestima.

Depressão

A depressão é uma doença psiquiátrica crônica, que costuma ser confundida com uma mera tristeza ou alguma alteração de humor. Porém, essa condição pode causar muito sofrimento ao paciente e grandes prejuízos à saúde da pessoa.

Dentre os sintomas apresentados com maior frequência pelos pacientes depressivos, podemos citar desânimo, dificuldade de concentração, pessimismo, indecisão, insegurança, irritabilidade, angústia e pensamentos suicidas.

A depressão pode ter origem genética, pode ser causada pela deficiência dos neurotransmissores no organismo ou pela ocorrência de eventos estressantes.

Distúrbio ciclotímico

O distúrbio ciclotímico é um transtorno em que ocorre constante alteração de humor do paciente. Geralmente, são episódios leves e curtos de euforia e de depressão, de forma alternada. Quando não tratado, esse transtorno pode evoluir para um transtorno bipolar.

Quando o indivíduo está no momento de euforia, sente-se mais capaz, motivado e com a autoestima elevada. Porém, ele também fica mais irritado que o normal, mais prolixo e agitado.

Com o passar das horas, o humor passa a ficar deprimido, e a euforia dá lugar ao sentimento de culpa e vergonha, perda de energia e depreciação. Em alguns casos, o paciente pode até apresentar ideação suicida.

A psicoterapia é a melhor alternativa de tratamento a todas essas doenças que provocam as alterações de humor. Tal terapia ajuda o paciente a lidar com essa alternância e a identificar as situações que deflagram os sintomas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Quais os tipos de transtornos alimentares

Quais os tipos de transtornos alimentares

A maioria das pessoas tem ciência do que são os transtornos alimentares e de como eles podem afetar a saúde humana. Contudo, nem todos sabem que existem vários tipos desses transtornos, além dos mais conhecidos, tais como bulimia e anorexia.

Neste post, você vai conhecer mais sobre esses tipos, as causas e os sintomas mais comuns relacionados a eles. Então, continue a leitura, para se tornar um conhecedor do assunto.

O que são os transtornos alimentares?

Em suma, é um distúrbio mental que tem como principal característica a manutenção de hábitos alimentares que causam prejuízos à saúde física e emocional do indivíduo. Esses transtornos são mais comuns durante a adolescência e no começo da vida adulta.

Na maioria dos casos, a origem dos distúrbios alimentares está relacionada às consequências psicológicas de outras patologias, tais como ansiedade e depressão.

Além disso, existem outros fatores que são reconhecidos como gatilhos para o aparecimento dos transtornos. São eles:

  • pressão social para ter um corpo perfeito;
  • culto excessivo ao corpo;
  • maus hábitos alimentares;
  • baixa autoestima;
  • sentimento de culpa ao se alimentar;
  • alterações hormonais;
  • uso de drogas;
  • distúrbios emocionais.

Quais são os tipos mais comuns?

Existem vários tipos de transtornos alimentares, mas nem todos são comprovados pela medicina. Nas próximas linhas, você irá conhecer apenas os tipos mais comuns e que são consenso na comunidade médica.

Anorexia nervosa

A anorexia nervosa é um transtorno no qual o paciente sempre enxerga o próprio corpo como se estivesse acima do peso, mesmo que esteja claramente magro. Diante da obsessão pelo emagrecimento, evita a ingestão de qualquer tipo de alimento.

A melhor forma de tratar essa doença é por meio de sessões de psicoterapia. Dessa forma, será possível mudar o comportamento alimentar e a maneira como a pessoa vê a própria aparência. O uso de medicamentos e o acompanhamento nutricional ajudam a obter melhores resultados.

Bulimia

Diferentemente da anorexia nervosa, pacientes que sofrem com a bulimia costumam manter o peso corporal adequado. Ao mesmo tempo, a principal característica desse transtorno é a alimentação excessiva seguida de vômitos forçados, o uso de diuréticos, a realização de jejum e a realização de exercícios em excesso.

A psiquiatria é a especialidade que oferece os melhores resultados para o tratamento dos transtornos alimentares. No caso da bulimia, a terapia cognitivo comportamental é o procedimento mais indicado. Porém, é imprescindível que haja a participação familiar.

Vigorexia

A vigorexia é uma condição em que o paciente se percebe com menor força muscular que a que realmente possui. Assim, está sempre praticando exercícios físicos para melhorar a aparência física.

Nesses casos, o tratamento consiste em acompanhamento psicológico e nutricional, realização de terapias, uso de medicamentos para controle da ansiedade e envolvimento familiar.

Ortorexia nervosa

Esse transtorno é caracterizado pela obsessão pela saúde alimentar, pela qualidade dos alimentos que a pessoa ingere e pela pureza da dieta. O paciente consome, exclusivamente, alimentos que estejam livres de agrotóxicos, bem como sem componentes transgênicos ou artificiais.

O perigo dessa condição está nos grandes períodos que permanece sem se alimentar em razão da ausência desse tipo de alimentos, além do risco de levar o paciente ao isolamento social.

Transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP)

É um distúrbio semelhante à bulimia, diferenciando-se dela apenas por não fazer o uso de métodos compensatórios, como laxantes e diuréticos. Os pacientes de TCAP alimentam-se excessivamente em curtos períodos de tempo.

O tratamento dessa condição é realizado com uso de antidepressivos, sessões de terapia cognitivo comportamental e acompanhamento nutricional.

Como você percebeu, a psicoterapia é uma grande aliada no tratamento dos transtornos alimentares. A eficácia desse recurso está na forma como ensina o paciente a entender quais são os gatilhos que o fazem iniciar o comportamento compulsivo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Acumulação compulsiva: o que e e como tratar

Acumulação compulsiva: o que e e como tratar

A acumulação compulsiva é um transtorno pouco conhecido pelas pessoas e de difícil diagnóstico. Isso porque existe uma linha tênue que diferencia um acumulador de um colecionador, por exemplo.

Você conhece alguém que goste de juntar muitas coisas? Será que ele sofre com esse transtorno? Continue a leitura para entender mais sobre o problema.

O que é a acumulação compulsiva?

É um transtorno mental no qual  o indivíduo apresenta muita dificuldade em se desfazer de objetos que insiste em reunir. Uma característica comum dessas pessoas é a desorganização dessa coletânea de itens, impossibilitando a locomoção dentro de casa e afetando o convívio social dos indivíduos.

Na maioria dos casos, esses objetos acumulados são aleatórios e podem ser encontrados até no lixo. Contudo, para a pessoa, são itens de valor ou que podem ser necessários no futuro.

Os familiares e amigos são aqueles que identificam com maior facilidade o problema, que é negado pelo paciente. Assim, como este não reconhece que sofre com o transtorno de acumulação compulsiva, não procura tratamento.

Qual a causa?

Não há comprovação científica para a causa desse distúrbio, mas é possível que ele esteja relacionado com fatores genéticos, disfunções cerebrais ou ocorrência de eventos que provocaram grande estresse no paciente.

Existem correntes de pensamento que associam a doença aos quadros de alcoolismo, paranoia, esquizofrenia e transtorno obsessivo-compulsivo.

Quais são os sintomas?

Também conhecida como disposofobia, os sintomas apresentados são, na sua grande maioria, comportamentais. Assim, os pacientes manifestam os seguintes sinais:

  • reunião de objetos inutilizados ou sem valor, como produtos eletrônicos com defeito, catálogos, jornais velhos, roupas que não servem mais, alimentos estragados, lixo e até fezes;
  • inutilização de áreas de convívio da casa ou do trabalho em função do acúmulo desses objetos;
  • isolamento social ocasionado pela desordem dos ambientes de convívio, impedindo que o paciente receba visitas ou até mesmo as evite, para que não vejam a bagunça do local;
  • facilidade em habitar lugares desorganizados e congestionados;
  • não reconhecimento de qualquer problema com o tal comportamento;
  • medo excessivo em perder os objetos.

Como é o tratamento?

Uma das formas mais eficazes de tratar a acumulação compulsiva é por meio da terapia cognitivo-comportamental. Essa terapia busca identificar a origem desse transtorno e ajudar o paciente a reconhecer o problema.

Dessa forma, é possível mudar a mentalidade do indivíduo. Esse tratamento pode ter longa duração, sendo necessário durante anos, além de exigir que o paciente se dedique ao processo de recuperação.

As sessões de psicoterapia podem ser combinadas com o uso de medicamentos. Os fármacos mais indicados são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e antidepressivos. Porém, só devem ser ingeridos se houver prescrição médica.

A maior dificuldade nos casos de acumulação compulsiva é iniciar o tratamento, pois os pacientes não percebem que estão doentes e que precisam ser tratados. Caso você seja parente ou amigo de alguém que sofre com esse transtorno, converse com a pessoa para que concorde em procurar um psiquiatra.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Traumas na infância aumentam o risco de doenças psiquiatricas posteriores

Traumas na infância aumentam o risco de doenças psiquiatricas posteriores

As crianças e os adolescentes vivem um momento de intenso crescimento, desenvolvimento emocional, cognitivo e físico. Por isso, é imprescindível que haja um ambiente favorável para essa transição. A ocorrência de traumas nessa etapa pode produzir doenças psiquiátricas.

Você sabia disso? Pois é, todas essas transformações podem ser influenciadas tanto de maneira positiva quanto negativa. Então, é importante que você saiba mais sobre esses traumas e que tipo de doenças eles podem desenvolver no futuro.

O que é um trauma?

Qualquer experiência dolorosa vivida por alguém é considerada uma memória traumática. O acesso a essa memória ocorre por meio de situações que façam a pessoa revivê-las. O termo “trauma” tem origem no grego e significa “ferida”.

Na psicologia, o conceito de trauma está relacionado a algo que tem origem no exterior ou num evento externo, mas que repercute internamente, afetando o nível do funcionamento psíquico.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV), o acontecimento traumático é definido como algo que ultrapassa a usual experiência humana.

Alguns fatores aumentam as chances de ocorrência de um trauma. Viver em ambientes instáveis e inseguros, separação dos pais, doença grave, procedimentos médicos invasivos, abuso sexual, negligência, violência doméstica e assédio moral são exemplos.

Qual a relação entre traumas na infância e doenças psiquiátricas?

Atualmente, existem estudos que comprovam que crianças que sofreram abusos possuem maior predisposição a desenvolverem transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão.

Outro estudo realizado com mulheres que sofriam com depressão constatou que pessoas que possuem histórico de abuso infantil apresentam resposta maior do hormônio cortisol. Além disso, a resposta é 6 vezes maior do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).

Assim, é possível afirmar que a produção excessiva desses hormônios em função de um trauma na infância é responsável pelo desencadeamento do quadro depressivo na vida adulta.

Além disso, indivíduos que sofreram adversidades na infância possuem níveis mais baixos de oxitocina, um hormônio produzido no hipotálamo e que é conhecido como o “hormônio do amor”.

O grande desafio da medicina é o tratamento dos quadros de depressão nessas pessoas com memórias traumáticas. Isso porque, apesar de apresentarem a mesma gravidade do problema que outros indivíduos, têm origem diferente dessas doenças psiquiátricas.

A ansiedade é outra patologia que está relacionada com o sofrimento de traumas na infância. Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) constatou que indivíduos que passaram por traumas têm mais chances de desenvolverem o transtorno de ansiedade.

O acompanhamento psicológico é um grande aliado no tratamento dessas doenças psiquiátricas originadas em experiências traumáticas. A psicoterapia também auxilia o paciente a identificar os gatilhos de ansiedade e de estresse.

Por isso, é importante que você observe o comportamento do seu filho. Caso ele passe por algum trauma, pode ser necessário levá-lo ao psiquiatra, para que ajude a criança a lidar com essa experiência, evitando que produza efeitos no futuro.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Escoriação psicogênica: o que e e como tratar

Escoriação psicogênica: o que e e como tratar

Muitas vezes, a mania de cutucar a própria pele é encarada como um comportamento atípico, mas inofensivo. Contudo, quando esse hábito é repetido constantemente e causa danos à saúde física do paciente, estamos falando do transtorno chamado de escoriação psicogênica.

Você já ouviu falar desse distúrbio? Conhece alguém que apresente esse comportamento? Neste texto, você vai conhecer mais sobre ele, causas, sintomas e tratamentos relacionados ao problema.

O que é escoriação psicogênica?

Também conhecido como skin picking,  transtorno de escoriação ou dermatilomania, esse é um distúrbio que tem como principal característica a repetição crônica de coçar, arranhar ou furar a própria pele sem razão aparente.

Porém, para que seja considerado um transtorno, o paciente precisa apresentar ferimentos, sofrimento, dor ou deficiência. Na maioria dos casos, o problema começa com uma tentativa de melhorar alguma irregularidade na pele.

Porém, com o passar dos dias, o indivíduo dedica mais tempo a essa correção, tornando-se um hábito. Geralmente, o paciente tem a consciência do ato e do prejuízo que causa a si mesmo, mas não consegue controlar o desejo.

Qual a causa?

É muito comum que as pessoas desenvolvam algum tipo de hábito que as ajude a lidar com momentos de tensão. Normalmente, elas esfregam as mãos, coçam a cabeça, balançam as pernas ou mordem os lábios com o objetivo de eliminar o estresse.

Contudo, essas ações não afetam a pele e são interrompidas assim que a tensão é aliviada. Portadores de escoriação patogênica sofrem com outro distúrbio mental, como depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade ou hipocondria.

Quais são os sintomas?

Os sintomas desse transtorno são bem específicos, e, por isso, ele é uma condição de simples diagnóstico. Esses sintomas são:

  • presença de muitas feridas ou áreas cicatrizadas pelo corpo;
  • ação de coçar a pele sem motivação estética ou para aliviar algum incômodo;
  • preferência por regiões já machucadas para cutucá-las;
  • utilização do mesmo método ou instrumento para coçar a área;
  • o transtorno pode se manifestar também com outros hábitos, além de coçar a pele, como arrancar os cabelos ou pelos, roer as unhas e mastigar as bochechas;
  • envergonhamento das pessoas com relação à própria aparência;
  • dificuldade de controlar os movimentos de coçar;
  • ocultação do hábito para os familiares e camuflagem das feridas.

Quando não tratados, esses sintomas podem se intensificar e perdurar por toda a vida. Além disso, o paciente pode causar uma infecção grave na corrente sanguínea (septicemia).

Existe tratamento?

O tratamento pode ser medicamentoso, terapêutico ou combinado. Os medicamentos que costumam ser prescritos são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina, um tipo de antidepressivo.

O tipo de psicoterapia mais indicado é a terapia cognitivo-comportamental, que auxilia no trabalho de reversão do hábito. Durante as sessões, o paciente aprende a ter consciência dos atos, a identificar os gatilhos que desencadeiam o transtorno e a usar estratégias para evitá-lo.

Entendeu como funciona a escoriação psicogênica? Fique atento ao seu comportamento e também ao das pessoas próximas a você. Caso perceba um hábito suspeito, procure um psiquiatra para ser avaliado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Particularidades das psicoses funcionais na infância

Particularidades das psicoses funcionais na infância

As constantes mudanças físicas e fisiológicas que ocorrem durante a infância e a adolescência favorecem a eclosão da maioria das psicoses funcionais. Esses transtornos podem produzir graves impactos para o paciente e para aqueles que estão no entorno dele.

Você sabe o que são esses distúrbios emocionais? Neste texto, irei abordar as particularidades das psicoses, apresentando causas, sintomas e formas de tratamento relacionados ao quadro.

O que é uma psicose funcional?

O termo psicose é definido como uma desordem mental que compromete o pensamento, a resposta afetiva e a percepção de realidade de um indivíduo. As psicoses funcionais são aquelas de natureza psíquica e são classificadas em 4 grupos.

O 1º diz respeito às reações esquizofrênicas. Essas reações são um conjunto de perturbações psicóticas que fazem com que o paciente fuja da realidade, apresentando enfraquecimento emocional, insensibilidade emotiva, alucinações, devaneios, dentre outros.

As reações paranoides são o 2º grupo, caracterizado pelos quadros alucinatórios e delirantes, como a megalomania. Contudo, diferentemente da esquizofrenia, os pacientes paranoides não apresentam alteração na personalidade.

No 3º grupo, estão as reações afetivas que estão subdivididas em reações maníaco-depressivas e psicótico-depressivas. Esses pacientes têm como principal característica as flutuações de humor, modificando o pensamento e o comportamento.

O 4º grupo abrange as reações psicóticas involutivas que se apresentam por meio de intensa melancolia, depressão, agitação ou angústia.

Os transtornos mais comuns durante a infância são a esquizofrenia e os transtornos de humor. Por isso, iremos nos debruçar sobre essas 2 patologias.

Qual a causa?

A esquizofrenia é uma doença rara na infância, sendo um pouco mais frequente na faixa etária de 15 a 30 anos de idade. Como a criança ainda é um ser em desenvolvimento, os diagnósticos dessa doença não são precisos.

Da mesma forma, existe muita dúvida sobre a origem das psicoses funcionais na infância. Os fatores biológicos são primários, e os psicossociais exercem grande influência. A herança genética já foi comprovada como uma das causas da esquizofrenia.

Alguns fatores pré-natais ou perinatais também estão associados à patologia, por exemplo, complicações de gravidez e parto, exposição pré-natal a viroses e anormalidades na formação celular do indivíduo.

Como perceber essas psicoses na infância?

Durante muitos anos, essas psicoses foram tratadas e observadas em adultos da mesma forma de quando acometiam crianças. No entanto, com o passar dos anos, foi percebido que, durante a infância, a esquizofrenia apresenta-se com algumas particularidades.

Os sintomas mais recorrentes são os distúrbios do pensamento, tais como desorganização de ideias, delírios e alucinações. Além disso, os pacientes com menos de 12 anos de idade costumam ser socialmente desadaptados, estranhos e isolados.

As crianças esquizofrênicas também apresentam deficit cognitivo, de atenção, de aprendizado e de abstração. Porém, a esquizofrenia na infância é de difícil diagnóstico. Por isso, na maioria dos casos, os sintomas persistem por mais de 1 ano até a patologia ser confirmada.

Outro fator importante é que, diferente dos casos durante a vida adulta, as crianças do sexo masculino são duas vezes mais afetadas pela esquizofrenia.

Existe tratamento?

O tratamento das psicoses funcionais está baseado nas vertentes famarcológica e socioeducativa. Na parte farmacológica, a prescrição de neurolépticos ou antipsicóticos costuma ser comum. Contudo, o uso desses medicamentos em crianças ainda é restrito.

As ações socioeducativas consistem no trabalho de orientação ao paciente e à família por uma equipe multidisciplinar. O tratamento terapêutico é importante para melhorar as relações familiares que podem sofrer conflitos.

Em razão de toda a complexidade que envolve a confirmação do diagnóstico de uma psicose funcional na infância, os familiares precisam estar atentos aos comportamentos apresentados pela criança.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Como funciona o tratamento para depressão?

Como funciona o tratamento para depressão?

De acordo com um relatório apresentado em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já são mais de 322 milhões de pacientes com depressão no mundo. No Brasil, essa condição afeta cerca de 5,8% da população.

Apenas pela observação dessas estatísticas, é possível perceber a gravidade e o tamanho desse problema. Contudo, o que poucas pessoas sabem é que existem tratamentos eficazes contra essa patologia. Não sabia? Então, continue a leitura e conheça todas as alternativas.

O que é a depressão?

É uma doença psiquiátrica crônica que tem origem em disfunções químicas que acometem ao organismo. Contudo, ainda hoje, a depressão é subestimada por familiares e pessoas próximas ao doente, sendo confundida com mera tristeza ou flutuação de humor.

No entanto, diferentemente do que algumas pessoas pensam, essa condição pode causar muito sofrimento ao paciente e grandes prejuízos à saúde dele. Essa patologia é dividida de acordo com a intensidade, podendo ser leve, moderada ou grave.

Dentre os sintomas apresentados com maior frequência pelos pacientes depressivos, estão:

  • desânimo;
  • dificuldade de concentração;
  • redução ou aumento do apetite;
  • pessimismo;
  • indecisão.
  • insegurança;
  • insônia;
  • irritabilidade;
  • ansiedade;
  • angústia;
  • pensamentos suicidas.

Qual a causa?

Existem 3 possíveis causas para a doença. A 1ª delas é a genética, pois há estudos que comprovam a influência da herança familiar de pais que também eram pacientes depressivos. A 2ª é a deficiência dos neurotransmissores no organismo.

Os neurotransmissores regulam a atividade motora, o apetite, o sono e o humor. Só para exemplificar, a noradrenalina, a serotonina e a dopamina são neurotransmissores.

A 3ª causa são os chamados eventos vitais. Isto é, são eventos que provocam grande estresse ao indivíduo e desencadeiam episódios depressivos quando ele já possui uma predisposição genética.

Como é o tratamento?

O tratamento para a doença está baseado em 3 pilares, sendo eles: uso de medicamentos, sessões de psicoterapia e adoção de hábitos saudáveis. Em suma, o tratamento medicamentoso consiste na ingestão de remédios antidepressivos, como fluoxetina e paroxetina.

Esses fármacos são mais recomendados nos quadros moderados e graves da doença. Quando ingeridos, os antidepressivos ajudam a repor os neurotransmissores que estão deficientes. Geralmente, os resultados começam a ser percebidos após 3 meses de uso.

A psicoterapia é o tratamento que promove o autoconhecimento do paciente, ajudando a resolver os conflitos internos que ele possui. Esse tratamento pode ser suficiente para resolver os casos mais leves.

O psiquiatra é o profissional responsável pelas sessões e é ele quem determina a melhor forma de abordagem.

O 3º pilar do tratamento é a mudança de hábitos do paciente. É fundamental que ele realize atividades físicas, de lazer e alimente-se corretamente.

Existem outras alternativas de tratamento que não possuem comprovação científica, como acupuntura, ioga, reiki, meditação, sessões de eletrochoque, dentre outros.

Os resultados do tratamento contra a depressão são percebidos pelos sinais de melhora do paciente. Caso tenha alguma suspeita de que sofre com esse problema e se interesse em conversar com alguém sobre o assunto, procure um psiquiatra especializado no tema.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Dependência química na adolescência: orientações para família

Dependência química na adolescência: orientações para família

O fácil acesso às drogas lícitas e ilícitas é um dos principais fatores para o aumento no número de adolescentes que sofrem com dependência química. Acima de tudo, a consequente mudança de comportamento do dependente provoca grande impacto no ambiente familiar.

Por isso, é necessário que os pais busquem orientação com profissionais especializados no tema. Para ajudar nesse serviço de utilidade pública, preparei este texto com algumas recomendações sobre como lidar com esse problema complexo.

O que é a dependência química?

Antes de tudo, você precisa entender o que é esse problema. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), são dependentes químicos todos aqueles que são usuários das seguintes substâncias:

  • álcool;
  • alucinógenos;
  • canabinoides;
  • cocaína;
  • estimulantes;
  • hipnóticos;
  • psicoativas e de múltiplas drogas;
  • opioides;
  • sedativos;
  • solventes voláteis;
  • tabaco.

Além disso, para ser considerado um dependente, o indivíduo precisa apresentar 3 ou mais sintomas nos últimos 12 meses. Esses sintomas são estado de abstinência, dificuldade de controlar o desejo de consumir a substância, abandono de atividades corriqueiras, dentre outros.

Orientações aos pais de dependentes químicos

Muitos pais procuram evitar a discussão sobre o tema no ambiente familiar com o intuito de não derpertar o interesse do adolescente pelo assunto. Esse é um erro grave e que pode custar caro às famílias.

A orientação familiar é a base que garante a formação do caráter e da personalidade dos filhos. Por isso, é fundamental que todos os temas sejam trazidos para discussão em casa.

Por mais que seu filho já tenha se tornado um dependente químico, existem algumas formas de falar sobre o assunto sem gerar conflitos. Veja, a seguir, algumas orientações.

Trate o adolescente com humanidade

Não exclua o adolescente do convívio familiar em razão da dependência. É exatamente nesse momento que ele mais precisa se sentir acolhido e seguro.

Você não é escravo do dependente

O problema da dependência deve ser confrontado e tratado de forma clara. É muito comum que os pais se coloquem à disposição do filho dependente como forma de compensar a doença. Essa atitude deve ser evitada, e o doente deve conhecer as próprias responsabilidades.

Fale com um profissional

É imprescindível que os pais mantenham contato constante com um profissional. Ele é a pessoa mais preparada para orientar, sugerir tratamentos e acompanhar o dependente.

A internação não é uma garantia de sucesso da reabilitação

Geralmente, os pais pensam que o procedimento de internação, por si só, promove a reabilitação do dependente químico. Para que haja sucesso com a internação, o doente precisa aceitar o procedimento e seguir as recomendações da clínica.

Exponha para o adolescente a gravidade da situação

O adolescente em situação de dependência química pode ter dificuldade de compreender a gravidade da situação. Nesse sentido, a família precisa orientá-lo, expor as consequências do vício e se colocar como um porto seguro para o indivíduo que está com o problema.

Seguindo essas recomendações, você já estará dando um importante passo no processo de reabilitação da dependência química do adolescente. Porém, é preciso fazer mais que isso. Um profissional precisa ser inserido no convívio familiar para ajudar nessa fase de tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Depressão e insônia: qual é a relação?

Depressão e insônia: qual é a relação?

A depressão e insônia apresentam, em muitos casos, uma correlação de causa e efeito. Em primeiro lugar, a falta de sono pode desenvolver um quadro depressivo. Em segundo lugar, a depressão provoca dificuldade para dormir, devido a própria natureza do transtorno mental.

Para podermos exemplificar melhor, vamos a uma definição geral destes dois problemas. A insônia é um distúrbio que dificulta a capacidade de uma pessoa dormir ou manter-se dormindo durante a noite. Essas pessoas acordam, geralmente, já se sentindo cansadas, mal-humoradas e sem energia, além de ter o desempenho na execução de atividades prejudicado.

Já a depressão é uma doença que provoca tristeza profunda, perda de interesse em tudo, falta de ânimo e mudanças de humor, que podem terminar em pensamentos e atos suicidas.

Em ambos os casos, a qualidade de vida da pessoa fica comprometida.

Insônia e depressão

Existe uma relação bem definida entre esses dois problemas. A maioria dos pacientes deprimidos apresentam alterações no sono. A dificuldade em dormir pode estar presente antes, durante ou depois do processo depressivo. Pessoas que apresentam esse quadro possuem maior probabilidade de desenvolver a depressão do que aquelas sem insônia. Por isso, é importante o diagnóstico e o tratamento logo no início da manifestação.

Uma das causas em que a falta de sono prejudica a saúde mental é que, ao dormir tarde, a pessoa não organiza as memórias adquiridas em seu cérebro, resultando em um ciclo de pensamentos negativos. Na depressão, as disfunções cerebrais, como o estresse e a ansiedade dificultam o sono e provocam a insônia.

Tratamento do sono com depressão associada

O tratamento do sono associado com o da depressão demanda maior atenção, pois são duas situações complexas em que ambos necessitam ser contidos para a melhora do paciente. Dependendo do caso, primeiro se controla a depressão e, na sequência, a falta de sono.

O uso de medicamentos pode ser importante para ambos os casos, assim como outras medidas auxiliares. O acompanhamento psiquiátrico também é fundamental para ajudar no tratamento dos dois distúrbios.

É preciso tratar a insônia

O psiquiatra pode ajudar no reconhecimento de comportamentos que atrapalham o sono, contribuindo para aliviar a atividade mental durante a noite, indispensável para um bom descanso. Ele saberá reconhecer se aquela é uma insônia pontual ou se há uma depressão ainda não identificada.

A psiquiatria pode também atuar para que o indivíduo faça uma higiene do sono e mude os hábitos responsáveis pela insônia.

Quando a falta de sono é tratada e ela não apresenta sinais de melhora, o alerta para uma depressão é acionado. Sendo assim, o profissional passa a dedicar seus esforços no tratamento do transtorno depressivo.

Ao final desse processo, a pessoa começa a dormir melhor e com mais qualidade, desempenhando melhor suas atividades diárias de trabalho ou estudo.

Nem sempre a insônia está relacionada à depressão, porém, ela aumenta consideravelmente o risco de desenvolver a doença. Dessa forma, é recomendado a busca por um médico especializado para entender melhor o caso e direcionar o tratamento mais indicado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos
Principais causas e tratamentos da agorafobia

Principais causas e tratamentos da agorafobia

Em termos gerais, a agorafobia é o medo de lugares e situações que possam causar pânico, impotência ou constrangimento. A sensação de estar em lugares desconhecidos ou em que não é possível sair com facilidade, geram ansiedade e sintomas parecidos com a síndrome do pânico.

Este transtorno pode limitar o indivíduo e impactar negativamente em sua qualidade de vida. Em resumo, uma pessoa com agorafobia deixa de frequentar lugares que geralmente proporcionam lazer e relaxamento.

A agorafobia é causada por fatores ambientais e biológicos, como as condições de saúde e genética. Ela pode surgir pelo medo da manifestação de uma nova crise de ansiedade, partindo da ideia de que esse novo ataque será muito pior e de difícil recuperação.

Principais causas e sintomas da agorafobia

As pessoas acometidas por esse transtorno apresentam baixa autoestima, ansiedade e insegurança, até mesmo em sua própria casa. Como dito, sentem-se angustiadas com a eventualidade de serem novamente expostas a situações que provoquem a fobia.

A agorafobia pode ser classificada em três tipos:

Leve

A pessoa é capaz de dirigir distâncias consideráveis, ir ao teatro, shoppings e restaurantes. Evita lugares muito cheios e senta-se distante dos demais.

Moderada

O paciente se desloca somente para lugares mais próximos de sua casa, geralmente, acompanhada por outras pessoas. Além disso, evita utilizar o transporte público.

Grave

É o tipo de fobia mais limitante. Em síntese, neste grau a pessoa não sai de casa e já se sente agoniada por ter que ir a algum lugar.

Conforme os sintomas, este transtorno pode impactar a saúde e a qualidade de vida do paciente. Os sintomas mais comuns incluem a falta de ar, taquicardia, suor excessivo, tontura e náuseas.

Algumas considerações devem ser destacadas sobre este transtorno, entre elas:

  • a ansiedade resulta da exposição a lugares abertos;
  • o medo está em desacordo com o perigo real da situação, muitas vezes inexistente;
  • quando a pessoa tem que ir a um lugar que não gostaria, precisa de um companheiro e fica bastante angustiada;
  • a fobia geralmente dura seis meses ou mais.

As causas variam de acordo com a forma e intensidade, de pessoa para pessoa. Em geral, incluem situações como:

  • ficar sozinha em casa;
  • ver-se diante de uma multidão ou aguardar em uma fila;
  • ir a espaços fechados, como teatros, elevadores ou lojas;
  • também em espaços abertos, como estacionamentos, pontes ou parques;
  • utilizar o transporte público.

Como é realizado o tratamento da agorafobia?

O tratamento da agorafobia é baseado nos sintomas apresentados e no impacto causado na vida e rotina.

Assim, o profissional pode auxiliar no enfrentamento das situações que causam esse transtorno, restabelecendo a segurança e confiança do paciente. Conforme o grau dos sintomas, o psiquiatra pode sugerir alguma medicação.

A agorafobia pode limitar consideravelmente as atividades diárias. Sendo assim, um profissional capacitado deve ser procurado, caso você identifique os sintomas citados acima para prevenir o agravamento do distúrbio.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos