acumulação compulsiva

Acumulação compulsiva: o que e e como tratar

Acumulação compulsiva: o que e e como tratar

A acumulação compulsiva é um transtorno pouco conhecido pelas pessoas e de difícil diagnóstico. Isso porque existe uma linha tênue que diferencia um acumulador de um colecionador, por exemplo.

Você conhece alguém que goste de juntar muitas coisas? Será que ele sofre com esse transtorno? Continue a leitura para entender mais sobre o problema.

O que é a acumulação compulsiva?

É um transtorno mental no qual  o indivíduo apresenta muita dificuldade em se desfazer de objetos que insiste em reunir. Uma característica comum dessas pessoas é a desorganização dessa coletânea de itens, impossibilitando a locomoção dentro de casa e afetando o convívio social dos indivíduos.

Na maioria dos casos, esses objetos acumulados são aleatórios e podem ser encontrados até no lixo. Contudo, para a pessoa, são itens de valor ou que podem ser necessários no futuro.

Os familiares e amigos são aqueles que identificam com maior facilidade o problema, que é negado pelo paciente. Assim, como este não reconhece que sofre com o transtorno de acumulação compulsiva, não procura tratamento.

Qual a causa?

Não há comprovação científica para a causa desse distúrbio, mas é possível que ele esteja relacionado com fatores genéticos, disfunções cerebrais ou ocorrência de eventos que provocaram grande estresse no paciente.

Existem correntes de pensamento que associam a doença aos quadros de alcoolismo, paranoia, esquizofrenia e transtorno obsessivo-compulsivo.

Quais são os sintomas?

Também conhecida como disposofobia, os sintomas apresentados são, na sua grande maioria, comportamentais. Assim, os pacientes manifestam os seguintes sinais:

  • reunião de objetos inutilizados ou sem valor, como produtos eletrônicos com defeito, catálogos, jornais velhos, roupas que não servem mais, alimentos estragados, lixo e até fezes;
  • inutilização de áreas de convívio da casa ou do trabalho em função do acúmulo desses objetos;
  • isolamento social ocasionado pela desordem dos ambientes de convívio, impedindo que o paciente receba visitas ou até mesmo as evite, para que não vejam a bagunça do local;
  • facilidade em habitar lugares desorganizados e congestionados;
  • não reconhecimento de qualquer problema com o tal comportamento;
  • medo excessivo em perder os objetos.

Como é o tratamento?

Uma das formas mais eficazes de tratar a acumulação compulsiva é por meio da terapia cognitivo-comportamental. Essa terapia busca identificar a origem desse transtorno e ajudar o paciente a reconhecer o problema.

Dessa forma, é possível mudar a mentalidade do indivíduo. Esse tratamento pode ter longa duração, sendo necessário durante anos, além de exigir que o paciente se dedique ao processo de recuperação.

As sessões de psicoterapia podem ser combinadas com o uso de medicamentos. Os fármacos mais indicados são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e antidepressivos. Porém, só devem ser ingeridos se houver prescrição médica.

A maior dificuldade nos casos de acumulação compulsiva é iniciar o tratamento, pois os pacientes não percebem que estão doentes e que precisam ser tratados. Caso você seja parente ou amigo de alguém que sofre com esse transtorno, converse com a pessoa para que concorde em procurar um psiquiatra.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

Posted by Dra. Michelle Teixeira in Todos