disforia de gênero

Disforia de gênero: 8 sinais que podem indicá-la

A identificação do gênero costuma ocorrer até o segundo ano de vida. Porém, existem casos em que essa definição não acontece, persistindo uma incongruência entre o sexo biológico e a identidade. Esse quadro é chamado de disforia de gênero.

Você já ouviu falar nessa condição? Conhece os sintomas que ajudam a diagnosticá-la? Caso não, este post é leitura obrigatória.  A seguir, responderemos a essas e muitas outras dúvidas a respeito do tema.

O que é a disforia de gênero?

Trata-se de uma condição que era categorizada como um transtorno sexual e da identidade sexual e agora passou a ser identificada como a não congruência entre o sexo do indivíduo e como ela se sente ou se expressa em relação ao seu gênero.

Em resumo, ela ocorre quando a pessoa que, por exemplo, nasce com o sexo masculino, sente que pertence ao sexo feminino, e vice-versa. Ademais, em alguns casos, o indivíduo pode não conseguir se enquadrar em nenhum dos dois gêneros.

Assim, podem permanecer angustiadas durante anos, como se estivessem aprisionadas em um corpo que não consideram como o seu. Sendo assim, em consequência disso, desenvolvem transtornos de ansiedade, irritabilidade e até depressão.

Como identificar essa condição?

A condição se caracteriza por sintomas relacionados à sexualidade, em que a pessoa tende a apresentar comportamentos relacionados ao gênero oposto e que variam conforme a sua idade. Além disso, no que diz respeito às crianças e aos adolescentes, os sintomas mais comuns são:

  1. sensação de pertencimento ao outro sexo;
  2. isolamento e distanciamento social de amigos e familiares;
  3. referem-se a si mesmo como uma pessoa do sexo oposto;
  4. fantasiam constantemente como se fossem do outro gênero;
  5. preferência por brincadeiras com crianças do sexo oposto;
  6. aflição nas mudanças sexuais secundárias durante a puberdade;
  7. gostam de se vestir como pessoas do outro sexo;
  8. apresentam descontentamento em relação aos seus órgãos genitais;

Quando não se percebe a condição nas fases que antecedem a idade adulta, podem surgir outros sintomas, como, por exemplo, o desejo de se travestir. Assim, a negação do sentimento de pertencer a outro sexo pode causar quadros de depressão, ansiedade e até comportamento suicida.

Saiba mais sobre quando procurar o atendimento psiquiátrico.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente, em crianças tem-se o diagnóstico a partir dos seis anos de vida. Nesse sentido, para confirmar o diagnóstico, os médicos consideram as seguintes características:

  • sentimento, há mais de seis meses, de que o sexo anatômico não é compatível com a identidade de gênero;
  • apresentam sinais de profunda angústia, afetando o desempenho nas suas atividades rotineiras;
  • forte preferência por vestimentas, brincadeiras e comportamentos comuns ao sexo oposto;
  • rejeição por brinquedos, atividades e jogos associados ao gênero correspondente ao seu sexo anatômico.

Enfim, esta é uma condição complexa, sendo passível de tratamento apenas quando causa sofrimento e desconforto ao indivíduo. Então, caso contrário, a cirurgia de mudança de gênero pode ser uma solução necessária para dar fim ao descontentamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Então, leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

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