esquizofrenia

Esquizofrenia: fases

A esquizofrenia é uma condição muito presente na população. Porém, pela falta de conhecimento sobre o assunto, há uma considerável parcela de pacientes sub-diagnosticados. Neste sentido, muitas pessoas próximas de nós possuem o transtorno, mas não recebem o tratamento adequado.

Neste post, explicaremos um pouco mais sobre essa condição, com destaque para as fases que a caracterizam. Então, se você deseja aprender mais sobre o tema, não deixe de ler este post.

O que é a esquizofrenia?

Trata-se de um conjunto de transtornos psiquiátricos graves e incapacitantes, causando alterações no pensamento, nas emoções e no comportamento. Geralmente, a esquizofrenia surge entre o fim da adolescência e o início da vida adulta.

Ainda, embora tenha predominância no sexo masculino, as mulheres também podem ser acometidas. O termo esquizofrenia foi criado por E.Bleuler para denominar um grupo de psicoses que se manifestavam de três formas: hebefrênica, catatônica e paranoide.

Ademais, o paciente esquizofrênico enfrenta grande dificuldade em interpretar a realidade e em discernir o que é real e o que não é. Existem cinco diferentes tipos desse transtorno, variando de acordo com a natureza e a intensidade dos sintomas. São eles:

  • paranoide: tipo mais comum, em que predominam os delírios e as alucinações;
  • catatônica: quando o paciente não reage corretamente ao ambiente, apresentando paralisia do corpo ou realizando movimentos lentos. Esse tipo é de difícil tratamento;
  • hebefrênica: o paciente tem pensamentos desorganizados, com falas fora do contexto;
  • indiferenciada: quando existem sintomas que remetem ao transtorno, mas não é possível enquadrá-los em nenhum dos outros tipos;
  • residual: ocorre quando o paciente apresentou os sintomas no passado, mas não estão mais ativos. Porém, alguns sinais permanecem, tais como, isolamento social, falta de iniciativa ou lentificação.

Como é causada?

A esquizofrenia é um transtorno de causa desconhecida . Porém, existem fatores genéticos e ambientais que podem levar ao seu desenvolvimento. Neste sentido, quem tem o problema pode ter até 10 vezes mais chances de também desenvolver o quadro.

Ademais, alguns fatores também podem ter alguma relação com o transtorno, tais como, idade avançada dos pais, traumatismos na cabeça, episódios de convulsão na infância, infecções durante a gravidez, complicações no parto ou uso de substâncias.

As fases da esquizofrenia

Em sua história natural, a esquizofrenia é dividida em 5 fases: prodrômica, prodrômica avançada, psicose, intermediária e tardia. No primeiro caso, os indivíduos tendem a ser assintomáticos ou apresentam apenas uma leve desorganização cognitiva e outras deficiências gerais para lidar com situações.

Na fase prodrômica avançada, apresentam sintomas subclínicos, tais como, irritabilidade, desconfiança, pensamentos incomuns, distorções perceptivas, afastamento, isolamento e desorganização. O início dos sintomas pode ser súbito ou lento.

Já na fase precoce da psicose, o paciente manifesta sintomas ativos e intensos. Quando está na fase intermediária, o transtorno pode se apresentar esporadicamente ou continuamente. Por último, na fase tardia, há um padrão para esquizofrenia e a incapacidade pode estabilizar ou até diminuir.

Então, como você pode perceber, a esquizofrenia é um transtorno que precisa ser levado a sério e que pode se apresentar de diferentes formas. Por isso, caso perceba sintomas semelhantes em algum amigo ou familiar, indique a necessidade de procurar um médico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lucas do Rio Verde!

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